Policial

Tensão no Estreito de Ormuz: EUA e Irã retomam ataques e Donald Trump ameaça nova ofensiva

Em apuração ?

Após um mês sem confrontos diretos, as forças americanas atacaram a Ilha de Larak, ponto estratégico no Estreito de Ormuz, provocando reação iraniana com lançamento de mísseis na Jordânia

Mapa do Estreito de Ormuz
Imagem: G1

Estados Unidos e Irã retornaram à troca de bombardeios no Estreito de Ormuz, palco de uma ofensiva americana considerada precisa e limitada, seguida por ataques iranianos a bases na Jordânia, enquanto o presidente Donald Trump promete intensificar as operações militares.

Um mês após um período sem confrontos diretos, Estados Unidos e Irã voltaram a se enfrentar em uma escalada militar que reacende a tensão no Oriente Médio. No domingo (30), os EUA realizaram uma operação no Estreito de Ormuz, atacando a Ilha de Larak, considerada estratégica para o lançamento de mísseis com minas marítimas pela Guarda Revolucionária Iraniana. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, a ofensiva foi "precisa e limitada".

Autoridades iranianas confirmaram que dois lançadores foram atingidos no ataque, com duas pessoas mortas e várias feridas. Imediatamente, o Irã respondeu lançando mísseis contra alvos americanos na Jordânia, país vizinho à Síria, onde os ataques foram parcialmente interceptados, com oito mísseis destruídos pelo Exército jordaniano. A mídia estatal iraniana informou também que uma base aérea nos Emirados Árabes Unidos foi alvo de mísseis, mas o Ministério da Defesa dos Emirados declarou que a informação "não tem fundamento".

Antes de viajar para reunião com líderes da China, Rússia e outras nações, o presidente iraniano afirmou que não deseja um conflito armado, porém destacou estar preparado para "responder de modo decisivo a agressões".

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações duras nesta segunda-feira (31), qualificando o Irã como uma "nação falida" e ameaçando realizar novas operações militares contra o país. Segundo Trump, se a pressão militar não for suficiente para conter o Irã, a pressão econômica, incluindo sanções rigorosas contra países que mantêm relações financeiras com a República Islâmica, será intensificada.

O atual momento é delicado, pois marca uma retomada dos confrontos diretos na região, crucial para o comércio mundial devido ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte de petróleo e gás natural. A troca de ataques entre EUA e Irã, após quase um mês de trégua, preocupa a comunidade internacional, que acompanha com atenção os desdobramentos, enquanto ainda não há confirmação oficial sobre possíveis novas ações ou ampliamento do conflito.

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O que sabemos?

  • No domingo (30), os Estados Unidos realizaram uma ofensiva no Estreito de Ormuz, atacando a Ilha de Larak.
  • O Comando Central americano classificou a operação como precisa e limitada.
  • Autoridades iranianas confirmaram que dois lançadores foram atingidos, duas pessoas morreram e várias ficaram feridas.
  • O Irã respondeu lançando mísseis contra alvos americanos na Jordânia, dos quais oito foram interceptados pelo Exército jordaniano.
  • A mídia estatal iraniana afirmou que o país atacou uma base aérea nos Emirados Árabes Unidos, informação negada pelo Ministério da Defesa dos Emirados.
  • O presidente iraniano declarou que não busca guerra, mas que responderá de modo decisivo a agressões.
  • Donald Trump afirmou que o Irã é uma nação falida e ameaçou novas operações militares.
  • Os Estados Unidos avaliam intensificar pressão econômica, incluindo sanções contra países com laços financeiros com o Irã.
  • A troca de ataques marca o fim de um período de aproximadamente um mês sem confrontos diretos entre EUA e Irã na região.

Fontes

  • G1 imprensa
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