Policial

Caso Maria Ramona: jovem de 18 anos é encontrada morta em Rio Branco e suspeito está foragido

Em apuração ?

Polícia investiga possibilidade de feminicídio e busca ex-namorado da vítima, que responde por feminicídio em Roraima

Foto do apartamento onde vítima foi encontrada morta, com a polícia no local
Imagem: G1

Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi encontrada sem vida dentro de seu apartamento em Rio Branco. O principal suspeito, ex-namorado da vítima, rompeu a tornozeleira eletrônica e está foragido. A investigação aponta que ela foi morta entre domingo e segunda-feira, com um corte profundo no pescoço.

A jovem Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi encontrada morta na última quarta-feira (2), dentro do apartamento onde morava na Rua Vitória, no bairro Conquista, em Rio Branco, Acre. Segundo informações da polícia, o corpo da vítima apresentava um corte profundo no pescoço, e a perícia indicou que a morte ocorreu entre o domingo (30) e a segunda-feira (31). Os vizinhos relataram que sentiram um forte mau cheiro vindo do imóvel, o que motivou a ação da polícia. Ao chegarem ao local, os policiais tiveram acesso ao apartamento, que estava com o portão aberto, e encontraram sacos plásticos com pedaços de colchão sujos de sangue, além da vítima. A suspeita é de que Maria Ramona tenha sido assassinada enquanto dormia na cama, e que o suspeito tenha tentado remover o colchão do local, possivelmente para ocultar evidências, embora isso ainda não tenha sido oficialmente confirmado. Devido ao avançado estado de decomposição do corpo, ela não pôde passar por velório e foi enterrada na manhã de quinta-feira (3).

Segundo a Polícia Militar, o principal suspeito do homicídio é o ex-namorado da jovem, o argentino Daniel Nestor Gusman. Gusman, que saiu recentemente do presídio, rompeu a tornozeleira eletrônica na qual estava monitorado e está foragido desde então. A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por ciúmes, apesar de ainda não existir uma confirmação oficial. Daniel Gusman já responde por um feminicídio ocorrido há oito anos em Boa Vista, Roraima, no qual matou a esposa venezuelana grávida de seis meses. Em 2018, ele foi preso ao tentar cruzar a fronteira do Acre com o Peru, após fugir do crime anterior. Em 2022, o Tribunal do Júri de Roraima condenou Gusman a 24 anos de prisão por homicídio qualificado, aborto e ocultação de cadáver, com o crime considerado por motivos torpes e ação que dificultou a defesa da vítima.

A investigação sobre o caso de Maria Ramona foi encaminhada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que apura a possibilidade de feminicídio. Ainda não há informações confirmadas sobre o paradeiro de Gusman, que responde por um histórico de violência e de condenações anteriores. Ainda aguarda confirmação se o motivo do homicídio está relacionado a questões de relacionamento ou outros fatores; a polícia ainda não se pronunciou oficialmente. O andamento das investigações vai determinar se haverá novas prisões ou ações de busca pelo suspeito, que está sendo considerado de alta periculosidade perante as autoridades. Este caso traz à tona a realidade de violência contra mulheres na região e a complexidade de investigações envolvendo criminosos com passagens por crimes graves, como o de feminicídio, em diferentes estados do país.

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O que sabemos?

  • Maria Ramona, de 18 anos, foi encontrada morta com corte profundo no pescoço em Rio Branco.
  • O crime ocorreu entre domingo (30) e segunda-feira (31), confirmado pela perícia.
  • O suspeito principal, Daniel Nestor Gusman, é ex-namorado da vítima e está foragido após romper a tornozeleira eletrônica.
  • Gusman responde por feminicídio em Roraima, condenado em 2022 a 24 anos de prisão.
  • Ele foi preso em 2018 ao tentar cruzar a fronteira com o Peru e, desde então, está com histórico de violência.

Fontes

  • G1 imprensa
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