Policial

Aumento da criminalidade no Leblon é relacionado a crescimento de roubos e lesões corporais em 2026

Em apuração ?

Dados indicam alta significativa na violência, após caso da arqueóloga baleada durante assalto no bairro na última quinta-feira

Rua do Leblon com movimento e policiais após ocorrência de crime
Imagem: G1

Dados do ISP revelam aumento de quase 48% nos roubos a pedestres e 27,7% nas lesões corporais na região do Leblon, Rio de Janeiro, neste ano. A polícia já identificou suspeito de assalto que resultou em ferimentos na arqueóloga Tania Andrade Lima.

O bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, apresentou uma expressiva alta nos indicadores de criminalidade durante os primeiros nove meses de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Essas informações vêm à tona logo após um episódio que chamou a atenção da comunidade local: na última quinta-feira (15), a arqueóloga Tania Andrade Lima foi baleada em um assalto ao sacar dinheiro em uma agência bancária no bairro.

Segundo a fonte, o total de roubos na área da 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) cresceu de 501 registros nos primeiros nove meses de 2025 para 591 em igual período deste ano, um aumento de 90 ocorrências. Dentre esses, o roubo de rua — que inclui furtos e outros delitos de prioridade na região — subiu de 397 para 487 registros, equivalente a uma alta de 22,7%. Ainda de acordo com os dados, o número de roubos a transeuntes saltou de 161 para 238, um aumento de 47,8%, o que reforça a percepção de insegurança na calçada e nas ruas do bairro.

Outro indicador que reforça esse panorama é o de lesões corporais dolosas, ou seja, aquelas provocadas intencionalmente. Os registros nesse item aumentaram de 173 no ano passado para 221 neste ano, representando uma alta de 27,7%. A mesma fonte explica que os roubos após saque bancário — modalidade que foi exatamente a responsável por ferir a arqueóloga — também apresentaram crescimento, passando de uma ocorrência no mesmo período de 2025 para cinco neste ano. O sobrinho de Tânia, Antonio Rocha, comentou à reportagem que ela havia retirado um 'valor considerável' e suspeita que ela tenha sido seguida por criminosos, caracterizando uma possível 'saidinha de banco'.

Apesar de esses dados ainda não serem oficialmente confirmados por outras fontes, eles ilustram um cenário preocupante na região, que já vinha apresentando uma tendência de aumento na criminalidade. Ainda segundo a investigação preliminar, a polícia conseguiu identificar um suspeito de estar envolvido no crime contra Tania e recuperou a motocicleta usada na ação criminosa. As circunstâncias do assalto — incluindo o fato de ela ter sido ferida por um tiro e posteriormente transferida de hospital — reforçam a gravidade da situação na zona sul do Rio.

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De modo geral, outros tipos de crimes também registraram alta na área do Leblon neste mesmo período, como o furto a transeunte, que passou de 424 para 496 ocorrências, uma elevação de 17%. Já os registros de lesões corporais culposas, ou seja, sem intenção de ferir, aumentaram de 92 para 132, um crescimento de 43,5%.

Se no bairro da zona sul carioca a criminalidade tem crescido de forma expressiva, os indicadores mais amplos do estado do Rio de Janeiro revelam comportamentos diferentes. Dados do ISP apontam que, em todo o estado, o número de roubos de veículos subiu 3,6% nos primeiros nove meses, com 17.753 registros. Contudo, em setembro especificamente houve uma queda de 19,8% nos roubos de carros em comparação ao mesmo mês do ano passado, sinalizando talvez uma mudança de padrão ou efetividade de certas ações policiais nessa modalidade.

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O que sabemos?

  • O bairro do Leblon registrou aumento de 47,8% nos roubos a pedestres em 2026.
  • O número de roubos na área da 14ª DP subiu de 501 para 591 registros entre janeiro e setembro.
  • Roubos após saque bancário passaram de 1 para 5 ocorrências na mesma região.
  • A arqueóloga Tania Andrade Lima foi baleada durante assalto após sacar dinheiro.
  • Dados indicam crescimento de 27,7% nas lesões corporais dolosas na área.

Fontes

  • G1 imprensa
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