Caso dos assassinatos de Wonderland completa 42 anos sem resolução oficial
Morte brutal em Los Angeles permanece envolta em mistério e ligações com o crime organizado
Na madrugada de 1º de julho de 1981, uma chacina na casa de Wonderland, Los Angeles, deixou quatro mortos e uma sobrevivente gravemente ferida. Apesar de investigações, o caso segue sem solução oficial e envolve ligações com tráfico de drogas e indústria pornô.
O assassinato ocorrido na casa localizada no número 8763 da Avenida Wonderland, em Laurel Canyon, Los Angeles, ainda é marcado por mistérios e lendas sombrias, exatamente há 42 anos. Segundo informações de uma fonte especializada, o crime aconteceu na madrugada do dia 1º de julho de 1981 e deixou quatro pessoas mortas a pauladas, além de uma única sobrevivente que ficou gravemente ferida. Ainda não foi confirmada oficialmente, mas há fortes indícios de que o caso esteja ligado ao crime organizado, tráfico de drogas e à indústria pornográfica local.
A residência, na época, funcionava como base de uma das gangues mais conhecidas da região, a Gangue Wonderland, que liderada por Ron Launius, ex-combatente da Guerra do Vietnã expulso do Exército por contrabandear drogas, movimentava uma fortuna com a distribuição de cocaína na cidade. Segundo uma fonte, o imóvel era alugado em nome de Joy Miller, ex-moradora de Beverly Hills, que se envolveu com o grupo após se separar do marido rico e tinha uma rotina marcada pelo uso de heroína e atividades ilícitas. Além dela, o namorado de Joy, Billy Deverell, segundo no comando do grupo, lamentava profundamente os efeitos do vício e de suas prisões anteriores, mas também participava das operações criminosas.
Relatos indicam que o líder da gangue, Ron Launius, era suspeito de estar envolvido em cerca de duas dezenas de homicídios apenas no verão daquele ano. Launius e sua esposa, Susan Launius, também moravam na casa, mas esta última não teria ligação com as atividades ilegais. Ainda segundo a fonte, John Holmes, ator de filmes adultos bastante conhecido na época, era um visitante frequente no local, comprando e pegando drogas que eram emprestadas pelos integrantes da quadrilha. As ações criminosas do grupo incluíam também assaltos a mão armada contra concorrentes.
O início dos eventos que culminaram na chacina foi uma invasão a uma propriedade de Eddie Nash, um influente empresário do ramo noturno, suspeito de ligações com o crime organizado. Segundo a fonte, no dia 29 de junho de 1981, membros da Gangue Wonderland, disfarçados de policiais, liderados por Launius e Deverell, invadiram a casa de Nash, que foi forçado a abrir o cofre após ferir acidentalmente Gregory Diles, guarda-costas de Nash, durante a ação. Os criminosos fugiram levando cerca de 1 milhão de dólares em dinheiro, drogas, joias e armas. Contudo, poucas horas após o assalto, a polícia iniciou investigações que logo passaram a focar em John Holmes, pois o ator havia visitado Nash naquela manhã, e há relatos de que teria deixado a porta do pátio destrancada, facilitando a entrada dos assaltantes, o que acabou alimentando suspeitas contra ele.
Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, o empresário Eddie Nash teria ordenado a prisão e interrogatório de Holmes pelo guarda-costas, com possíveis sessões de violência, para obter informações sobre os responsáveis pelo roubo. Dois dias depois do assalto, por volta das 16h, dois trabalhadores de mudança que trabalhavam próximo ao número 8763 ouviram gemidos contínuos vindos do imóvel e chamaram as autoridades. Ao entrarem na casa, os policiais encontraram quatro corpos de vítimas que foram brutalmente espancadas até a morte com tubos de metal e martelos, o que reforça a brutalidade do crime que, até hoje, permanece sem solução oficial. Ainda não há esclarecimentos completos sobre as motivações e autores desta chacina, e o caso continua sendo um dos maiores mistérios da crônica policial de Los Angeles.
O que sabemos?
- O assassinato ocorreu na madrugada de 1º de julho de 1981.
- Quatro pessoas foram mortas a pauladas na casa de Wonderland.
- A casa era associada à Gangue Wonderland, ligada à venda de cocaína.
- A investigação aponta possíveis ligações com o crime organizado, tráfico de drogas e indústria pornográfica.
- O caso permanece sem resolução oficial até hoje.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada




