Um ano após execução, investigação sugere vingança do PCC na morte de ex-delegado
Ruy Ferraz foi morto em Praia Grande após emboscada com indicações de planejamento prévio, apontam fontes
A morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes completou um ano nesta terça-feira (15). Investigações apontam que a execução pode ter sido uma vingança do Primeiro Comando da Capital (PCC), que planejou o crime com meses de antecedência, envolvendo roubos, compra de armas e coordenação com suspeitos.
No dia 15 de setembro de 2025, o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto em uma emboscada que durou menos de um minuto na cidade de Praia Grande, no litoral paulista. Segundo informações apuradas, o crime ocorreu após uma perseguição e capotagem do carro da vítima, atingido por mais de 20 disparos de fuzil, em uma ação coordenada por criminosos especializados em execuções de alta periculosidade.
De acordo com a investigação do Ministério Público de São Paulo, que ainda não foi oficialmente concluída, o planejamento do crime teria sido iniciado pelo menos seis meses antes, incluindo roubos de veículos, aquisição de armas e a preparação de imóveis que serviriam como bases de apoio à operação. Ainda segundo fontes próximas ao caso, esse procedimento sugere uma ação cuidadosamente orquestrada, potencialmente motivada por uma vingança do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa envolvida em várias atividades ilícitas na região.
Durante a ação, conforme relato de agentes de segurança, o ex-delegado foi interceptado por criminosos em uma Toyota Hilux, que aguardava a vítima numa emboscada, enquanto outros suspeitos compunham a ação de ataque usando um Renault Logan para avisar sobre o movimento dele. Ruy tentou fugir, virando à esquerda e acelerando, mas foi perseguido e atingido por disparos ao longo de uma distância de aproximadamente 400 metros. Sua corrida terminou quando o carro capotou após ser atingido por um ônibus, momento em que os criminosos desceram e executaram a vítima com dezenas de tiros de fuzil.
Durante as investigações, a polícia identificou a utilização de veículos roubados, que depois foram abandonados e um deles incendiado na tentativa de apagar pistas. Ainda não há confirmação oficial sobre os nomes ou detalhes completos dos suspeitos envolvidos, mas, até o momento, o Ministério Público denunciou 12 pessoas relacionadas ao caso, sendo que cinco delas já tiveram a liberdade concedida por decisão judicial, enquanto oito permanecem presas.
O episódio gerou comoção na sociedade e trouxe à tona a violência e a complexidade das ações criminosas na região. Ainda não há uma confirmação oficial se outros fatores ou pessoas estão envolvidos, ou se há mandantes específicos por trás do crime, mas as pistas apontam fortemente para uma vingança relacionada às atividades do PCC, que teria motivos ligados à repressão que Ruy Ferraz promovia em seu trabalho na Polícia Civil.
O que sabemos?
- Investigações indicam que o crime foi planejado com 6 meses de antecedência.
- Criminosos usaram veículos roubados na emboscada.
- O ataque durou menos de um minuto e terminou com a morte do ex-delegado.
- Até o momento, 12 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público.
- A motivação do crime parece estar relacionada a uma vingança do PCC.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- CNN Brasil imprensa





