Agricultora de Batatais enfrenta prejuízo após golpe envolvendo carro financiado no RS
Carro comprado de forma legítima virou alvo de fraude, causando gastos extras e dificuldades para a vítima
Sônia Mani, agricultora de Batatais, gastou cerca de R$ 15 mil com aluguel de veículos após ter seu carro bloqueado por uma fraude relacionada a um financiamento indevido no Rio Grande do Sul. A Justiça determinou o desbloqueio, mas o veículo ainda não pode ser usado ou vendido.
A agricultora Sônia Mani, de Batatais, no interior de São Paulo, vive uma situação complicada após ter seu carro, adquirido de forma legítima em 2020, envolvido em um esquema de fraude em outro estado. Segundo relato da própria vítima, ela descobriu que seu veículo, que tinha nota fiscal de compra à vista, foi financiado por uma desconhecida no Rio Grande do Sul sem sua autorização. A surpresa veio quando um oficial de Justiça foi até sua casa, no interior de São Paulo, para apreender o carro sob acusação de inadimplência, apesar de ela nunca ter assinado qualquer documento ou recebido valores referentes ao financiamento.
Segundo informações do boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o financiamento no Rio Grande do Sul está em nome de uma pessoa que ela desconhece, e o valor de R$ 70 mil foi supostamente transferido por meio do contrato. Ainda assim, Sônia afirma que nunca assinou qualquer documento, nem recebeu dinheiro, e que o carro foi comprado à vista pelo seu marido. A vítima detalhou que, ao ser abordada pelo oficial de Justiça, conseguiu convencer o profissional a não levar o veículo na hora, mas, mesmo assim, o automóvel permanece impossibilitado de circular ou ser negociado, pois o sistema judicial ainda não foi atualizado após uma determinação de desbloqueio feita na semana passada.
O impacto financeiro e emocional da situação é grande para Sônia, que já gastou cerca de R$ 15 mil alugando veículos em lojas especializadas na cidade de Batatais, para realizar suas atividades e atender às necessidades, principalmente pelo fato de precisar do carro para cuidar de sua mãe de 92 anos. Ela lamenta: “Não é barato. Eu já gastei R$ 15 mil só com aluguel, já gastei mais outro tanto com a advogada para entrar com ação. O carro, se foi financiado, o dinheiro foi para alguém que não foi para mim, estou sem o dinheiro, está bloqueado para andar e para vender”. Além do prejuízo financeiro, ela expressa preocupação com a sua rotina e segurança, destacando que o carro é essencial para sua vida cotidiana e principalmente por questões de saúde da mãe.
Segundo a comerciante, ao ser abordada, ela apresentou a nota fiscal, reforçando que o carro foi comprado à vista e que nunca teve qualquer vínculo com o financiamento realizado por terceiros. Ainda não há confirmação oficial sobre quem teria provocado a fraude ou como o esquema foi realizado, mas a vítima relata que buscou ajuda da Polícia Civil e a instituição responsável pelo financiamento, o C6 Bank, declarou que o caso trata-se de uma fraude externa por terceiros, envolvendo uma revendedora no Rio Grande do Sul. A investigação do caso ainda está em andamento e ainda não há uma conclusão definitiva sobre todos os envolvidos.
Este episódio revela os riscos de fraudes envolvendo veículos, mesmo aqueles adquiridos de forma completamente legal, e acarreta prejuízos que vão além do financeiro, afetando a rotina e a segurança de quem foi vítima. Ainda sem previsão de resolução, a situação da agricultora mostra a importância de se ficar atento na assinatura de documentos e na verificação de transações financeiras, especialmente em operações envolvendo empréstimos e financiamentos que podem ser manipulados por criminosos, mesmo de longe.
O que sabemos?
- Agricultora de Batatais gastou R$ 15 mil com aluguel de veículos devido a bloqueio de carro
- Carro, comprado à vista em 2020, foi vítima de fraude no Rio Grande do Sul
- Financiamento no nome de uma desconhecida, sem assinatura ou recebimento de valor por parte da vítima
- Sistema judicial ainda não atualizado, impedindo uso e venda do veículo
- C6 Bank afirmara que o caso se trata de uma fraude externa
Fontes
- G1 imprensa





