Policial

Acidente de avião da Polícia Militar em Minas Gerais deixa três vítimas fatais

Em apuração ?

Duas aeronaves da PM se chocam em acidentes distintos no estado, ambos na manhã e tarde de sexta-feira

Imagem de um avião similar ao Beechcraft King Air e uma aeronave menor após acidente na Pampulha
Imagem: Folha de S.Paulo

Na sexta-feira (9), dois acidentes aéreos envolvendo aeronaves da Polícia Militar de Minas Gerais causaram a morte de três pessoas. Um voo de rotina na manhã e uma operação de rechecagem à tarde resultaram em tragédias no interior e na capital mineira.

Na tarde desta sexta-feira (9), um avião da Polícia Militar de Minas Gerais caiu na região de Santana do Paraíso, no Vale do Aço, a cerca de 55 quilômetros de Belo Horizonte, deixando três mortos. Segundo informações da própria PM, a aeronave saiu do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h a 16h, em um voo de rechecagem de habilitação, procedimento anual para garantir a aptidão dos pilotos. O piloto, identificado apenas como tenente-coronel Luis Silvestre, era considerado um dos mais experientes da corporação, além de atuar no transporte de órgãos para transplantes, atividade que, segundo o comandante, já envolveu mais de 2.000 procedimentos.

Além dele, estavam na aeronave duas tenentes, Emília Soares Lacerda Rsende e Alice Almeida. Segundo informações, Emília tinha acabado de retornar de licença-maternidade e deixa duas filhas, enquanto Silvestre era pai de três filhos. Durante entrevista, o coronel Flávio Santiago, da comunicação da PM mineira, destacou a importância do trabalho dos pilotos na missão de transporte de órgãos, enfatizando que “centenas de milhares de famílias foram atingidas pela capacidade dos nossos ases indomáveis”.

A aeronave, um modelo Beechcraft B300 King Air de matrícula PP-EJO, era mantida em condições regulares, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e a manutenção estaria em dia. Ainda não há confirmação oficial sobre as causas do acidente, que será investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Testemunhas no local relataram que a aeronave não chegou a subir tanto quanto esperado após a decolagem e, pouco depois, atingiu um galpão de manutenção do metrô e a rede elétrica antes de cair sobre uma linha férrea auxiliar na área.

Já na manhã do mesmo dia, por volta das 11h, ocorreu outro acidente envolvendo uma aeronave da PM na Pampulha, desta vez com um avião de menor porte, uma versão do modelo Piper PA-28RT-201T Turbo Arrow IV, fabricada sob licença pela Embraer. Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião saiu do aeroporto da Pampulha em direção a Juatuba, mas perdeu altitude logo após a decolagem, atingindo uma parte lateral de um prédio e, posteriormente, uma linha de transmissão de energia elétrica. Três das cinco pessoas que estavam na aeronave morreram na hora. Ainda não foi registrada a identificação do piloto, que era o único ocupante da aeronave, um monomotor de matrícula PT-VHE.

As investigações a respeito de ambos os acidentes ainda estão em andamento, com a Cenipa realizando procedimentos de coleta de dados no local do acidente matutino, incluindo a análise dos danos causados à aeronave e elementos de segurança. Em um contexto mais amplo, esses incidentes chamam atenção para os riscos e os desafios enfrentados pelas forças policiais na operação de transporte aéreo, além de levantar questionamentos sobre as melhores práticas para garantir a segurança das operações. Ainda não há confirmação se as duas quedas estão relacionadas ou se ocorreram por causas distintas, mas a situação provoca preocupação na polícia mineira e na sociedade com as perdas humanas envolvendo profissionais que atuam em missões de alta relevância social.

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O que sabemos?

  • Duas aeronaves da Polícia Militar de Minas Gerais caíram na mesma sexta-feira.
  • Três pessoas morreram: um piloto e duas tenentes.
  • O acidente da tarde envolveu um Beechcraft King Air vindo de Belo Horizonte para Ipatinga.
  • O acidente da manhã foi com um avião de menor porte, que saiu da Pampulha rumo a Juatuba.
  • As causas ainda estão sendo investigadas pelo Cenipa.

Fontes

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