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Sarcófago romano com rosto de Silenos é descoberto na Turquia e levanta hipóteses sobre proteção funerária

Em apuração ?

Artefato de terracota com origem entre os séculos I e II d.C. apresenta personagem mitológico em estado de deterioração e possíveis sinais de marca artesanal

Sarcófago romano com rosto de Silenos é descoberto na Turquia e levanta hipóteses sobre proteção funerária
Imagem: Aventuras na História

Um sarcófago romano encontrado na antiga cidade de Attouda, na Turquia, revela um rosto de Silenos em relevo, despertando interesse entre arqueólogos. A peça danificada pode indicar uma função de proteção no ritual funerário, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente.

Arqueólogos na Turquia encontraram um sarcófago romano de terracota que guarda um rosto de Silenos, personagem mitológica associado ao deus Dionísio, em uma descoberta que promete enriquecer a compreensão das práticas funerárias naquela época. Segundo fontes que acompanharam as investigações, o artefato, que apresenta sinais de deterioração natural, foi localizado em um campo agrícola na antiga cidade de Attouda, hoje parte do território turco.

O sarcófago, embora não tenha sido achado em perfeito estado de conservação, foi fragmentado durante o nivelamento do terreno, e partes do corpo principal e da tampa foram deslocadas e descartadas às margens de uma área arborizada, onde ficaram expostas às intempéries, como chuva, neve e luz solar. Ainda assim, uma porção importante da tampa, contendo o rosto de Silenos em alto relevo, sobreviveu aos danos. Segundo o estudo divulgado por pesquisadores especializados, a peça data, provavelmente, do período imperial romano, entre os séculos I e II d.C., com base na tipologia e iconografia observadas na escultura.

O relevo, que mede cerca de 4,8 centímetros de altura, mostra uma figura de cabeça calva, olhos grandes, nariz largo e boca curvada para cima, além de uma barba representada por incisões superficiais. A personagem, que os estudiosos identificam como Silenos, era considerado um protetor simbólico na cultura romana e grega, especialmente em contextos funerários. A cabeça foi aplicada na tampa do sarcófago, que provavelmente ficava posicionada acima do corpo enterrado, possivelmente atuando como um guardião contra forças sobrenaturais, uma hipótese que, apesar de plausível, ainda não foi oficialmente confirmada pelos pesquisadores.

Outro detalhe que chamou a atenção dos arqueólogos é uma letra grega Beta, equivalente à letra B, incisada ao lado do rosto, com aproximadamente sete centímetros de altura. Ainda não há consenso sobre o significado, mas a hipótese mais aceita é que ela possa indicar a oficina responsável pela produção do sarcófago ou o artesão que o confeccionou, sugerindo uma marca de autoria ou origem regional. Os materiais utilizados na fabricação, uma argila avermelhada, rica em mica e cal, reforçam a ideia de uma produção local, comum em cidades antigas como Trapezópolis, Laodikeia e Hierápolis, onde este tipo de sarcófago cilíndrico de terracota também é documentado.

De acordo com o que se sabe até o momento, ainda não há confirmação oficial de outras descobertas relacionadas ao artefato ou de estudos que detalhem sua função exata no ritual funerário. A retirada das peças e os danos causados pela ação do tempo dificultam uma análise conclusiva, e pesquisadores aguardam a realização de novas escavações e análises para confirmar se a figura de Silenos tinha uma função protetora, como sugere o uso de máscaras grotescas na antiguidade, ou se a peça tinha uma função meramente decorativa. Sabe-se apenas que objetos semelhantes eram produzidos em oficinas locais, devido à fragilidade do material e às limitações de transporte na época.

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