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China suspende resgates por risco de segunda inundação no Himalaia após desastre que matou centenas

Em apuração ?

Lago formado por deslizamento eleva alertas na fronteira do Nepal com o Tibete e mobiliza ajuda internacional

Equipe de resgate em região montanhosa com alerta de inundação
Imagem: Revista Galileu

O desastre natural no Himalaia que matou centenas e deixou milhares desaparecidos no Nepal e Tibete ganhou um novo capítulo com o risco de transbordamento de um lago formado após um deslizamento, levando à suspensão temporária das operações de resgate na região pela China.

Na manhã de 28 de agosto de 2026, as equipes de resgate chinesas tiveram que suspender temporariamente as ações na região de fronteira com o Nepal e o Tibete. O motivo foi o risco iminente de uma segunda inundação causado pelo possível transbordamento de um lago formado após um deslizamento de terra. Segundo as autoridades chinesas, a elevação do nível da água provocou o afastamento das equipes das áreas consideradas perigosas, temendo novos deslizamentos e avalanches.

O alerta surgiu apenas dois dias após a enchente rápida que atingiu o Himalaia na quarta-feira (26), causando centenas de mortes e deixando milhares de desaparecidos entre Nepal e Tibete. De acordo com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), cerca de 93 mil pessoas podem ter sido afetadas pelo desastre. "Nós estamos, obviamente, muito preocupados com a segunda inundação", declarou David Fisher, chefe da delegação da FICV no Nepal, durante coletiva de imprensa citada pela BBC.

Posteriormente, as autoridades chinesas informaram que o risco de nova inundação estava sob controle e as operações de resgate foram retomadas. Contudo, o foco de preocupação permanece no chamado "lago de barreira", uma formação de água represada atrás de um bloqueio natural criado por pedras, terra, gelo e outros detritos que podem ceder subitamente. Esse fenômeno eleva o perigo para as comunidades próximas e complica as ações emergenciais.

Frente à gravidade da situação, a FICV lançou um apelo para arrecadar 25 milhões de francos suíços, o equivalente a aproximadamente R$ 160 milhões, para a resposta imediata no local e salvamento de vidas. A organização informou ter mobilizado sua rede internacional.

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O que sabemos?

  • China suspendeu temporariamente as operações de resgate na região de fronteira com Nepal e Tibete devido ao risco de segunda inundação causada por possível transbordamento de lago formado após deslizamento de terra.
  • Elevação do nível de água fez equipes de emergência deixarem áreas consideradas perigosas por temor de novos deslizamentos e avalanches.
  • Duas dias antes, uma enchente rápida matou centenas e deixou milhares desaparecidos no Nepal e Tibete.
  • FICV estima que cerca de 93 mil pessoas possam ter sido afetadas pelo desastre.
  • David Fisher, chefe da delegação da FICV no Nepal, expressou preocupação com a segunda inundação.
  • Autoridades chinesas informaram que o risco estava sob controle e que resgates foram retomados.
  • O principal foco de preocupação é o "lago de barreira", formado por destroços que bloqueiam o curso do rio e podem ceder subitamente.
  • FICV lançou um apelo para arrecadar 25 milhões de francos suíços para resposta imediata e salvamento de vidas.
  • FICV informou ter mobilizado sua rede internacional.

O que ainda não foi confirmado?

  • FICV ter mobilizado sua rede global especificamente para evacuação e assistência, pois a fonte apenas menciona "rede internacional" sem detalhar ações.
  • Vulnerabilidade histórica da região do Himalaia a desastres naturais e impacto no desafio de resgates, pois a fonte não traz essa análise.
  • Expectativa pela estabilização das condições climáticas e ambientais para ampliar resgates e minimizar danos, pois essa informação não consta na fonte.

Fontes

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