Por que os EUA têm dificuldade para encerrar suas guerras?
Entre derrotas e decisões políticas, permanência americana no Oriente Médio segue controversa
A saída dos Estados Unidos de conflitos como a Guerra do Afeganistão mostrou-se complexa e caótica, enquanto o envolvimento atual no Irã eleva dúvidas sobre o desfecho militar. Análise dos desafios que levam a nação a se prender em guerras prolongadas.
Durante a maior parte da Guerra do Afeganistão, que durou quase 20 anos, os Estados Unidos enfrentaram não só o desafio de vencer, mas também o complicado processo de abandonar o conflito. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o fim dessa guerra aconteceu há cinco anos, marcado pelo caos e derrota, com centenas de milhares de afegãos tentando fugir do avanço dos insurgentes do Talibã e invadindo o aeroporto de Cabul. Na ocasião, um atentado suicida matou treze militares americanos, deixando claro o custo humano da presença dos EUA no país.
Apesar da saída conturbada, as preocupações que por muito tempo impediram três presidentes consecutivos de encerrar a guerra — como o temor de que o Afeganistão se tornasse um santuário para terroristas e uma base para ataques contra os Estados Unidos — não se confirmaram. Relatórios indicam que o país não se transformou em uma plataforma para ameaças internacionais após a retirada dos americanos.
Enquanto este conflito chegou ao fim há alguns anos, as Forças Armadas dos EUA estão agora imersas numa nova guerra no Irã. As perspectivas para uma vitória militar nessa região também não parecem animadoras, o que reacende o debate sobre a eficácia e os objetivos das intervenções americanas no Oriente Médio.
Até o ex-presidente Donald Trump chegou a manifestar dúvidas sobre a permanência dos EUA em áreas de conflito. Em um pronunciamento no Salão Oval, ele afirmou: "Não precisamos estar lá. Não precisamos do petróleo deles. Não precisamos de nada do que eles têm." Contudo, posteriormente, mudou de postura e passou a defender a continuação da presença militar no exterior, refletindo as complexas forças políticas e interesses em jogo que dificultam a retirada.
Esse cenário revela os dilemas enfrentados pelos Estados Unidos ao tentar equilibrar ambições geopolíticas, segurança nacional e o custo humano e financeiro de longas guerras. A intensidade do envolvimento militar e as dúvidas sobre as consequências de deixar ou permanecer geram um ciclo difícil de romper, com impactos duradouros para a política externa e para as pessoas nas regiões afetadas.
O que sabemos?
- A Guerra do Afeganistão foi a mais longa dos EUA e terminou há cinco anos em caos e derrota.
- Na saída dos EUA do Afeganistão, 13 militares americanos morreram em atentado suicida no aeroporto de Cabul.
- Temores de que o Afeganistão se tornasse um refúgio para terroristas não se confirmaram após a retirada.
- Atualmente, os EUA estão envolvidos em uma nova guerra no Irã, com perspectivas sombrias para uma vitória militar.
O que ainda não foi confirmado?
- Informação divulgada apenas pela Folha de S.Paulo; aguardando outras fontes.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
