Novo míssil usado pelos EUA na guerra com o Irã deixa rastro de destruição e mortes civis
Ataque em Lamerd com arma que explode antes de tocar o solo matou pelo menos 21 civis, incluindo crianças
Pela primeira vez em combate, os EUA utilizaram o míssil PrSM contra a cidade iraniana de Lamerd, causando dezenas de mortos e grande destruição, segundo análise de instituto especializado e imagens verificadas pela Associated Press.
Os Estados Unidos empregaram pela primeira vez em combate um novo tipo de míssil durante a guerra contra o Irã, resultando em amplo rastro de destruição e dezenas de mortos, incluindo civis. Segundo um relatório do monitor de conflitos Airwars, foram lançados três Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM) contra a cidade de Lamerd, no sul do Irã, logo no primeiro dia do conflito no Oriente Médio.
O levantamento apontou pelo menos 21 civis mortos em Lamerd, entre eles sete crianças, algumas localizadas a apenas 50 metros do ponto da explosão. Imagens de satélite, fotos e vídeos do local analisados pelo Airwars e verificados pela agência Associated Press mostram prédios, ruas e veículos marcadamente atingidos por múltiplos impactos, conforme o padrão de explosão esperado para essa arma.
O míssil PrSM é projetado para explodir no ar e liberar dezenas de milhares de fragmentos metálicos densos em alta velocidade em todas as direções. É apresentado por seu fabricante como uma arma balística de última geração. Diversos países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, investiram bilhões de dólares para incluir essa tecnologia em seus arsenais.
O mapa do raio dos danos provocados em Lamerd foi o primeiro do gênero a ser elaborado por um órgão independente, seis meses após o início do conflito, oferecendo uma estimativa inédita do alcance letal no uso real da arma.
O que sabemos?
- Os EUA usaram pela primeira vez em combate o míssil balístico PrSM contra o Irã.
- Três mísseis atingiram a cidade de Lamerd no primeiro dia da guerra no Oriente Médio.
- O ataque causou pelo menos 21 mortes civis, incluindo sete crianças.
- Imagens e análises indicam ampla destruição compatível com as capacidades do PrSM.
Fontes
- G1 imprensa





