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Nepal registra mais de 1.100 mortes após deslizamento de terra e inundação

Em apuração ?

Desastre provocado pelo colapso de uma geleira afeta a fronteira com a China

Área afetada pela enchente com casas destruídas e lama no Nepal
Imagem: CNN Brasil

Após uma semana do desastre na região do Himalaia, o número de mortos no Nepal ultrapassa 1.100, com milhares de pessoas desaparecidas e cidades devastadas.

Mais de uma semana após uma forte enchente relâmpago e um deslizamento de terra no Himalaia, o Nepal confirmou que o número de mortos subiu para 1.130, de acordo com boletim divulgado nesta segunda-feira (2) pelo NDRRMA, a Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres do país. Ainda segundo a mesma fonte, 1.114 corpos foram encontrados no Nepal, enquanto o governo chinês mantém o registro de 16 mortes confirmadas desde o domingo (30).

O desastre aconteceu na manhã de 26 de agosto, quando ocorreu o colapso de uma geleira na fronteira entre Nepal e China, provocando um enorme deslizamento de terra e uma inundação repentina na região. Essa área remota, próxima à cidade de Devighat, às margens do rio Trishuli, foi uma das mais atingidas, com aproximadamente 300 casas destruídas ao longo do rio. As imagens das zonas afetadas mostram estruturas completamente reduzidas a escombros, e a lama cheia de destroços ainda chega ao primeiro andar de algumas residências.

De acordo com informações da CNN Brasil, deslocamentos de moradores locais começaram após a redução do nível das águas, na tentativa de recuperar pertences e buscar alívio em abrigos temporários. Nas áreas atingidas, a situação continua difícil: telhados desabaram, muitas casas estão inutilizáveis e o trabalho de remoção de destroços é exaustivo. Estima-se que cerca de 12.000 pessoas tenham sido resgatadas até o momento e que aproximadamente 4.500 ainda estejam desaparecidas.

Segundo fontes, a China também reabriu uma estrada na fronteira com o Nepal e intensificou as buscas no Tibete, onde as operações de resgate continuam. Especialistas enviados ao Nepal por órgãos internacionais ainda não confirmaram oficialmente detalhes sobre a extensão total da tragédia ou o número exato de desaparecidos, aguardando uma avaliação mais completa da situação. Ainda não há pronunciamento oficial de autoridades chinesas ou nepalesas além das cifras inicialmente divulgadas, portanto, a totalidade dos números pode ser revisada à medida que novas informações surgirem.

Este desastre revela a vulnerabilidade das regiões remotas às mudanças no clima e ao colapso de geleiras em uma área já sensível a fenômenos naturais extremos, o que reforça a preocupação internacional com os efeitos do aquecimento global na cadeia de eventos que resultam em desastres como este.

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O que sabemos?

  • Mortes no Nepal passam de 1.100 após deslizamento e inundação.
  • Geleira colapsou na fronteira entre Nepal e China em 26 de agosto.
  • Aproximadamente 300 casas destruídas na cidade de Devighat.
  • Cerca de 12.000 pessoas resgatadas e 4.500 continuam desaparecidas.
  • China confirma 16 mortes desde domingo, ainda não confirmado oficialmente pelo Nepal.

Fontes

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