URGENTE Mundo

Naufrágio de aproximadamente 4.700 anos é descoberto na costa da Turquia

Em apuração ?

Uma escavação revela o mais antigo naufrágio conhecido, com ânforas que datam do período, indicando antigas rotas comerciais no Mediterrâneo

Imagem submarina do naufrágio encontrado na costa da Turquia com ânforas antigas ao redor
Imagem: CNN Brasil

Arqueólogos encontram, a cerca de 30 metros de profundidade perto da Ilha de Kekova, um naufrágio com cerca de 4.700 anos, contendo ânforas e outros artefatos que podem reescrever a história marítima da região.

Um achado arqueológico na costa da Turquia pode revolucionar o entendimento da navegação antiga na região do Mediterrâneo. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Cultura turco, durante escavações lideradas pelo professor Hakan Öniz, da Universidade Akdeniz, foi encontrado um naufrágio estimado em cerca de 4.700 anos, a aproximadamente 30 metros de profundidade perto da Ilha de Kekova. O sítio foi descoberto há quatro anos, mas apenas recentemente ganhou maior atenção após análises avançadas.

O destaque da descoberta é o conjunto de ânforas antigas, recipientes de armazenamento usados há milhares de anos, que datam de 4.400 a 4.700 anos atrás. Segundo a mesma fonte, essas ânforas provavelmente foram utilizadas para transportar azeite ou vinho. Entretanto, uma delas apresenta marcas distintas e dois orifícios, sugerindo que poderia ter sido usada para fazer queijo ou manteiga, indicando que os marinheiros daquela época podem ter levado cabras em suas viagens, usando o leite delas para produzir laticínios durante as rotas comerciais.

Para corroborar a antiguidade do naufrágio, os pesquisadores compararam as ânforas encontradas ao lado de fósseis e objetos similares descobertos próximo às pirâmides de Gizé, no Egito. A análise da argila utilizada na fabricação das recipientes indicou que as ânforas provavelmente foram produzidas em oficinas no Vale do Jordão, uma evidência que reforça a hipótese de uma conexão comercial entre diferentes regiões do Mediterrâneo. Além disso, as âncoras e outros artefatos presentes no local também apontam para uma datação que remete aos séculos passados, sendo considerados entre os mais antigos registros de naufrágios.

O ministro da Cultura e Turismo da Turquia afirmou que a circulação dessas ânforas pelo Mediterrâneo Oriental demonstra redes de comércio que conectavam diversas regiões. Segundo ele, os objetos encontrariam similaridades com recipientes encontrados no Egito, Troia e Creta, o que reforça a teoria de rotas marítimas utilizadas por antigas civilizações na época. Ainda não há confirmação oficial de todos os detalhes, e o clube não se pronunciou, mas especialistas afirmam que as evidências indicam uma navegação que ligava o norte da Turquia até o Egito, passando por locais como Troia ou Creta.

O arqueólogo Hakan Öniz destacou que os estudos continuam e que, embora ainda não tenham sido confirmados oficialmente, a equipe está confiante de tratar-se do naufrágio mais antigo já encontrado na história. As análises adicionais envolvem não só as ânforas, mas também outros artefatos como as âncoras, que juntos ajudam a compreender melhor a navegação e o comércio na antiguidade. A descoberta é considerada um importante avanço para o entendimento do passado marítimo da região e das relações comerciais que moldaram o Mediterrâneo há milhares de anos.

Publicidade

O que sabemos?

  • Naufrágio com cerca de 4.700 anos foi encontrado na costa da Turquia.
  • Diversos recipientes de armazenamento antigos, chamados ânforas, foram recuperados.
  • As ânforas podem ter sido usadas para transportar azeite, vinho ou laticínios.
  • A descoberta contribui para entender rotas comerciais antigas no Mediterrâneo.
  • Pesquisadores acreditam que o naufrágio foi causado enquanto o navio viajava entre o Levante e regiões como Egito, Troia ou Creta.

Fontes

Publicidade