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Meta terá que limitar uso de redes sociais por crianças e adolescentes nos EUA

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Acordo bilionário inclui limite de tempo, bloqueio noturno e fim de filtros que simulam cirurgias plásticas

Imagem ilustrativa de jovens usando smartphones
Imagem: Jornal da USP

Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, concordou com restrições para reduzir o uso compulsivo por menores de 18 anos nos Estados Unidos; especialistas defendem regras semelhantes no Brasil

Um acordo bilionário entre a Meta e a maioria dos Estados americanos deverá impor uma série de limitações ao uso das redes sociais da empresa por crianças e adolescentes nos Estados Unidos. Segundo o Jornal da USP, a Meta — responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp — aceitou implementar medidas para proteger os jovens após acusações de criar mecanismos que estimulam o uso compulsivo e de esconder dados sobre os impactos na saúde mental desse público.

Entre as principais restrições previstas, está o limite padrão de duas horas diárias para o uso das redes por menores de 18 anos, além do bloqueio do acesso durante o período entre meia-noite e 6 horas da manhã. Também será adotado o silêncio das notificações durante o horário escolar, para evitar distrações que prejudiquem o rendimento acadêmico. Outra medida importante é o fim da contagem pública de curtidas em postagens feitas por adolescentes, visando reduzir a pressão social e o impacto emocional negativo.

O acordo ainda proíbe filtros que simulem cirurgias plásticas, um tipo de recurso popular em plataformas como Instagram, que pode influenciar negativamente a autoestima dos usuários mais jovens. No entanto, especialistas apontam que o pacto tem limitações, como a possibilidade de os adolescentes burlarem a verificação de idade para continuarem usando as redes sem restrições, e que essas mudanças não necessariamente alteram a cultura interna da Meta em relação ao design das plataformas.

Embora haja elogios por essa iniciativa ser um avanço na proteção dos jovens, o acordo alcança apenas as plataformas da Meta nos Estados Unidos. Não contempla outros serviços amplamente utilizados, como TikTok, YouTube e Snapchat. No Brasil, o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes na internet já está em pauta no Congresso, com o projeto do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), que prevê obrigações para resguardar esse público nas redes sociais. Segundo especialistas que acompanham o tema, o episódio internacional reforça a necessidade de o Brasil avançar em regulamentações que obriguem as empresas a adotarem mecanismos efetivos de segurança digital.

Até agora, essa notícia foi divulgada somente pelo Jornal da USP e ainda não foi confirmada por outras fontes oficiais ou pela Meta. O caso chama a atenção para uma discussão global sobre a responsabilidade das gigantes da tecnologia em cuidar da saúde mental e do bem-estar dos usuários mais vulneráveis em suas plataformas digitais.

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O que sabemos?

  • Meta firmou acordo com Estados americanos para limitar uso de suas redes sociais por menores de 18 anos.
  • Medidas incluem limite de 2 horas diárias, bloqueio noturno, silêncio de notificações em horário escolar e fim da contagem de curtidas públicas.
  • Proibição de filtros que simulam cirurgias plásticas também está prevista.
  • O acordo vale apenas para os EUA e não foi confirmado por outras fontes além do Jornal da USP.

Fontes

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