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Família de vigilante acreano aguarda informações sobre morte na Ucrânia

Em apuração ?

Jovem de 24 anos morreu durante missão no conflito, e parentes tentam contato para entender o ocorrido

Foto de Jonas da Silva Santos, jovem acreano, durante sua viagem para a Ucrânia
Imagem: G1

Jonas da Silva Santos, de 24 anos, natural de Rodrigues Alves, no Acre, morreu na Ucrânia enquanto lutava na guerra. A família soube da notícia na segunda-feira (12) por um colega que estava com ele. Ainda não há confirmação oficial do falecimento.

A família de Jonas da Silva Santos, um vigilante de 24 anos de Rodrigues Alves, no interior do Acre, recebeu na última segunda-feira (12) a notícia de sua morte na Ucrânia, onde ele estava participando de uma missão em meio ao conflito armado. Segundo informou uma sobrinha da vítima, que pediu para não ser identificada, a confirmação veio por um colega brasileiro que estava com Jonas no combate, embora ainda não tenha sido oficialmente confirmada pelas autoridades. A família, que tentou convencer Jonas a desistir de sua viagem por medo dos riscos, ficou surpresa com a notícia e busca entender as circunstâncias do ocorrido.

Jonas, que morava em Porto Velho (RO), tinha saído do Brasil em maio deste ano, após obter passaporte e assinar um contrato válido por três anos. Antes de partir, chegou a conversar com familiares, inclusive com sua sobrinha, alertando sobre sua vontade de ajudar na guerra. Ela contou que ele demonstrava esse desejo desde antes de deixar o país: “Desde quando ainda estava no Brasil, meu tio já demonstrava muita vontade de ir para a Ucrânia, sempre dizia que queria ajudar na guerra, era uma vontade que ele tinha há bastante tempo”, afirmou. Apesar das tentativas da família de dissuadi-lo — inclusive com colegas que já estavam na Ucrânia — Jonas prosseguiu com seus planos.

A última comunicação do jovem com a família aconteceu em 4 de outubro, por mensagens enviadas aos fins de semana, em que relatava como estava. Em relação à sua ida ao conflito, ele contou que havia assinado um contrato de três anos na Ucrânia, e a situação já era motivo de preocupação entre seus familiares. A sobrinha relatou que, mesmo com alertas, Jonas permaneceu decidido a seguir o caminho que escolheu. A família tentou convencê-lo a desistir, explicando os perigos, mas ele acreditava na sua missão.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a Embaixada do Brasil em Kiev ainda não possui registro oficial do caso, e o governo brasileiro esclareceu que não custeia despesas de brasileiros que viajam para conflitos armados. Por enquanto, as autoridades brasileiras permanecem à disposição para oferecer assistência consular, caso seja solicitada. Ainda aguardam confirmações oficiais, e o clube ou entidade por trás do contrato de Jonas na Ucrânia ainda não se pronunciou oficialmente sobre o falecimento.

A história de Jonas volta a chamar atenção para os riscos que brasileiros enfrentam ao decide participar de guerras fora do país, especialmente quando essa participação ainda não é oficialmente reconhecida pelas autoridades brasileiras. Ainda falta uma confirmação oficial do ocorrido, e a família aguarda mais detalhes para entender exatamente o que aconteceu com o jovem acreano na Ucrânia, enquanto tenta lidar com a dor da perda e a incerteza sobre o destino de suaovis era um desejo antigo de ajudar na guerra, a decisão de partir para o conflito na Ucrânia foi tomada de forma independente, mesmo diante de alertas e recomendações contrárias por parte de seus familiares e colegas.

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O que sabemos?

  • Jonas da Silva Santos, 24 anos, morreu na Ucrânia durante missão de combate, segundo colega brasileiro.
  • Família foi informada da morte na segunda-feira (12).
  • Última ligação foi em 4 de outubro, com mensagens sobre seu estado.
  • Jonas assinou contrato de 3 anos na Ucrânia após viajar em maio.
  • Governo brasileiro ainda não confirmou oficialmente a morte.

Fontes

  • G1 imprensa
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