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Ataque americano a lançadores iranianos no Estreito de Hormuz reacende tensões

Em apuração ?

Os EUA destruíram equipamentos militares iranianos na ilha de Larak; Teerã promete retaliação

Os Estados Unidos atacaram dois lançadores de foguetes iranianos no Estreito de Hormuz, afirmando que preparações para atacar navios foram detectadas. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou mortes, feridos e prometeu vingança econômica e militar.

Neste domingo (30), os Estados Unidos executaram um ataque contra dois lançadores iranianos localizados na ilha de Larak, estratégica posição no estreito de Hormuz, ponto nevrálgico de trânsito marítimo global. Segundo uma autoridade americana, a ofensiva ocorreu após a identificação, pelas forças americanas, da preparação da Guarda Revolucionária do Irã para lançar foguetes carregados com minas marítimas no estreito, que poderiam ameaçar a navegação internacional.

A agência semi-oficial iraniana Tasnim confirmou que o ataque foi realizado por drones, enquanto a própria Guarda Revolucionária revelou que o ataque matou e feriu diversos soldados e civis iranianos, sem fornecer um número exato de vítimas. A divulgação do impacto trouxe uma nova escalada nas tensões regionais, sobretudo porque o estreito de Hormuz é uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo do mundo.

Em comunicado divulgado pela imprensa estatal, a unidade militar iraniana de elite prometeu punir os responsáveis pelo ataque, reafirmando a intenção de vingança. Conforme informações da agência Fars, um porta-voz da Guarda Revolucionária declarou que os Estados Unidos “pagarão tanto na frente econômica quanto na militar” em retaliação ao ataque dos drones americanos.

Esta ação marca o primeiro ataque conhecido dos EUA contra o Irã desde o fim de julho e ocorre num momento de crescentes tensões na região. Na semana anterior, o presidente americano Donald Trump declarou que todas as minas haviam sido removidas ou detonadas no estreito de Hormuz e que qualquer embarcação que introduzisse novas minas seria destruída. A operação reafirma a postura de Washington em enfrentar agressões que possam colocar em risco a liberdade de navegação na área.

Vale lembrar que, em 28 de fevereiro passado, os Estados Unidos e Israel já haviam lançado ataques contra o Irã, o que resultou em reações iranianas com ataques contra Israel e países do Golfo que hospedam bases americanas. O novo ataque, portanto, insere-se em um ciclo de confrontos que mantém a região do Golfo Pérsico em estado de alerta constante.

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O que sabemos?

  • EUA atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak no dia 30 de abril.
  • Forças americanas afirmam que foguetes com minas marítimas estavam sendo preparados para lançamento.
  • Iranianos informaram que o ataque matou e feriu vários soldados e civis, sem detalhar números.
  • A Guarda Revolucionária prometeu retaliação econômica e militar contra os EUA.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas por Folha de S.Paulo; aguardando outras fontes.

Fontes

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