Enchentes na Tailândia causam ao menos oito mortes e deixam milhares de moradores desalojados
Chuvas intensas provocam colapso de drenagem e atingem várias regiões do país, com impacto na economia e na vida dos habitantes
Desde setembro, enchentes têm afetado 41 províncias na Tailândia, incluindo Bangkok, que enfrenta situação de desastre. Autoridades mobilizam ajuda e decretam feriados devido à crise.
As fortes chuvas que atingiram a Tailândia no último fim de semana continuam causando estragos, deixando ao menos oito mortos e afetando mais de 580 mil residências, segundo informações da administração local. Partes da capital, Bangkok, permanecem alagadas, com milhares de moradores buscando abrigo em centros de acolhimento, enquanto as autoridades lidam com a extensão do desastre. Segundo uma fonte do Ministério do Interior, mais de 80 mil moradores de áreas inundadas ainda não conseguiram deixar suas casas, e equipes de emergência utilizam cozinhas móveis e barcos para prestar assistência e fornecer refeições diárias por pelo menos uma semana após a redução do nível das águas.
As precipitações, que somaram cerca de 320 milímetros em apenas dois a três dias na semana passada — quase o volume total de um mês comum de setembro na cidade — foram suficientes para sobrecarregar os sistemas de drenagem, provocando o colapso das redes de escoamento em várias regiões. A administração de Bangkok declarou a cidade uma área afetada por desastre, e a partir daí, o governo aprovou feriados nos dias 28 e 29 de setembro para servidores públicos das províncias mais atingidas, com o objetivo de facilitar o trabalho de assistência às famílias afetadas.
Essas enchentes representam uma ameaça significativa à economia regional, com prejuízos estimados em pelo menos 11 bilhões de bahts (cerca de 327 milhões de dólares), conforme apontado por um especialista do departamento de economia da Universidade Rangsit. Ainda de acordo com a análise, a intensidade das chuvas deve impactar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, reduzindo a previsão de crescimento de 2,1% para 1,7% neste ano, além de prejudicar principalmente os setores atacadista, varejista, agrícola e industrial, especialmente nas áreas de Bangkok e região leste.
Nesse cenário, moradores têm atravessado as águas na altura da cintura em bairros como Bang Kapi para conseguir fazer compras essenciais, enquanto comerciantes improvisam barracas flutuantes com caixas e tambores de plástico. Além disso, quase 6 mil pessoas foram realocadas em 234 abrigos na capital, de acordo com dados oficiais de uma fonte da administração municipal. A cidade, construída sobre um delta de argila macia, apresenta ainda um fenômeno de subsidência natural, que faz o solo afundar alguns milímetros por ano — uma vulnerabilidade que agrava a situação durante enchentes como essa.
Embora a crise ainda esteja em andamento, ainda não há confirmações de causas específicas além do volume excessivo de chuvas, nem de possíveis desdobramentos políticos ou econômicos de longo prazo. A Tailândia vem enfrentando enchentes recorrentes na última quinzena, numa região já marcada por eventos climáticos extremos neste período, sem que, até o momento, haja um pronunciamento oficial conclusivo sobre as ações futuras ou repercussões além do impacto imediato. As autoridades continuam monitorando a situação, buscando minimizar os danos e garantir assistência aos mais afetados.
O que sabemos?
- Enchentes na Tailândia desde setembro afetando 41 províncias.
- Ao menos oito mortos e mais de 580 mil residências afetadas.
- Chuvas de até 320 mm em poucos dias causaram colapso de drenagem.
- Bangkok permanece parcialmente alagada, com milhares de evacuados.
- Prejuízos econômicos estimados em cerca de 327 milhões de dólares, com impacto no crescimento do PIB.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





