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Número de mortos por enchentes e avalanches no Nepal e Tibete ultrapassa mil

Em apuração ?

Turistas desaparecidos conseguem contato, após uma semana do desastre

Equipe de resgate internacional na região afetada pelas enchentes no Himalaia
Imagem: G1

As enchentes no Nepal e a avalanche na fronteira com o Tibete causaram mais de 1.100 mortes. Alguns turistas desaparecidos conseguiram se comunicar com as autoridades, indicando avanços nas buscas.

As tragédias naturais no Himalaia continuam a afetar dezenas de pessoas, com o número oficial de mortos ultrapassando 1.118, segundo informações ainda não totalmente confirmadas oficialmente. A avalanche e as enchentes, ocorridas na semana passada, destruíram casas, estradas e pontes, deixando mais de 3.900 desaparecidos e causando uma situação de crise humanitária na região.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Nepal, 324 estrangeiros já foram resgatados até o momento, enquanto cerca de 590 pessoas de 39 países ainda estão desaparecidas. Ainda não se confirmou oficialmente, contudo, o total de mortos, que segundo dados não oficiais, já passa de mil vítimas fatais. Entre os desaparecidos, há turistas de várias nacionalidades que, surpreendentemente, começaram a entrar em contato com as autoridades nos últimos dias, trazendo algumas esperanças às equipes de resgate.

Segundo Sunil Sharma, porta-voz do Conselho de Turismo do Nepal, pelo menos cinco turistas que estavam desaparecidos conseguiram estabelecer contato por telefone ou e-mail. Ainda conforme Sharma, no lado chinês da fronteira, equipes de resgate concluíram uma estrada improvisada para chegar às áreas atingidas pelas enchentes, onde obstáculos, lama e pedras dificultaram inicialmente a entrada de máquinas pesadas. O complexo do posto de fronteira na região de Gyirong foi destruído pelas enchentes, complicando as operações de resgate, inclusive por causa da cobertura aquática e de deslizamentos de terra.

As enchentes tiveram origem no desprendimento de uma geleira na região do Himalaia, que lançou pedras, gelo e água de derretimento nos vales abaixo, levando a uma subida rápida do nível dos rios que atravessam o Tibete e o Nepal. O fenômeno provocou destruição em larga escala, atingindo casas, prédios, estradas e pontes, e arrastando lama e pedras. O governo chinês informou que, até domingo, 16 pessoas haviam morrido na região e 546 permaneciam desaparecidas, ainda sem confirmação oficial definitiva.

Cerca de 400 pessoas, principalmente moradores de Timure, uma cidade a aproximadamente 110 quilômetros de Katmandu, estão abrigadas no mosteiro Yellow Gumba, onde dependem de doações locais e de organizações de caridade para sobrevivência. Uma dessas sobreviventes, Riya Tamang, de 21 anos, relatou que conseguiu escapar com seu filho de 10 meses pouco antes das águas chegarem à sua região, perdendo familiares na tragédia.

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O que sabemos?

  • O número de mortos em enchentes no Nepal e Tibete passa de mil.
  • Alguns turistas desaparecidos entraram em contato com as autoridades.
  • Foram resgatados até agora 324 estrangeiros.
  • Cerca de 590 brasileiros ainda estão desaparecidos.
  • Equipes de resgate chinesas construíram uma estrada improvisada para atingir a região afetada.

Fontes

  • G1 imprensa
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