Venda do Vasco é discutida em meio a questionamentos na Justiça e negociações com Crefisa
Tensão entre órgãos reguladores e clube pode impactar transação de venda de SAF do clube cruzmaltino
Leilão realizado na última sexta-feira revelou que a proposta da Almirante Participações venceu a disputa pela SAF do Vasco, mas questões judiciais e regulatórias ainda estão em andamento.
A venda da Sociedade Anônima do Vasco da Gama (SAF) para a empresa Almirante Participações está em um momento de indefinição, após um leilão realizado na última sexta-feira que confirmou a proposta da empresa vencedora. Segundo fontes da apuração, a operação ainda não foi concluída devido a questionamentos envolvendo a garantia financeira apresentada e o monitoramento de órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que acompanha o processo.
De acordo com informações do Leilão, a proposta da Almirante Participações foi a vencedora, mas uma dúvida levantada pela juíza Simone Chevrand, da 4ª Vara Empresarial da Capital, foi sobre a garantia apresentada pelo Banco Crefisa na proposta do clube, que também envolve a própria Crefisa e a Almirante. Segundo Mário Junqueira, sócio de Lamacchia e representante da empresa no leilão, a agência de Fair Play do futebol restringiu negociações entre o Vasco e a Crefisa, o que complicaria a situação. Ainda assim, ele afirmou que o negócio está sacramentado por parte das empresas e que, se aprovado pelos conselheiros e sócios do clube, a venda será concretizada.
Entretanto, o órgão regulador ainda realiza estudos para entender se há impedimentos legais. A Associação de Reguladores do Futebol e outras fontes já indicaram que a negociação está avançada, independentemente da decisão do órgão, que ainda analisa o impacto regulatório. Segundo um representante da Almirante, eventuais restrições da Anresf não devem impedir o fechamento do acordo, que já teria o aval das partes envolvidas e aprovada por aliados ligados ao clube.
O cenário no campo também aguarda a definição da venda. Durante a preparação para o jogo contra o Boca Juniors, por exemplo, o Vasco realizou uma reunião com o objetivo de planejar estratégias de segurança para o duelo em São Januário. Ainda na última sexta-feira, antes do leilão, Lamacchia apareceu vestindo a camisa do Vasco e foi ao gramado antes do jogo-treino, reforçando o envolvimento emocional com o clube.
Nos bastidores, o parecer de órgãos de fiscalização, como o Watchdog, e de outros especialistas indicam que o leilão não apresenta riscos de segurança jurídica relevantes, e que a atuação de entidades como a Crefisa, na perspectiva legal, também é considerada positiva. O Ministério Público, representado por Gustavo Lunz, opinou que a decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a garantia não deve bloquear a venda, uma vez que qualquer questão dependerá de análise judicial e de decisões futuras na esfera desportiva.
Apesar de todas as avaliações, o negócio ainda depende de uma aprovação final nos aspectos jurídicos e regulatórios. Se tudo estiver dentro dos conformes, o clube pode concluir a venda da sua SAF, uma etapa importante na reestruturação financeira e administrativa do Vasco, que atualmente enfrenta desafios além de sua relação com a Justiça e órgãos reguladores.
O que sabemos?
- A proposta da Almirante Participações foi considerada vencedora no leilão do Vasco.
- A juíza Simone Chevrand questionou a garantia apresentada pela Crefisa na proposta do clube.
- A Anresf acompanha o acordo e realiza estudos sobre possíveis impedimentos.
- Representantes indicam que a venda está sacramentada caso aprovada por conselho e sócios.
- Órgãos e especialistas afirmam que o negócio pode seguir, independentemente de decisões regulatórias atuais.
Fontes
- ge fonte especializada





