Futebol

Emery critica negócios entre Aston Villa e Chelsea: ‘Eles querem nos matar’

Em apuração ?

Técnico do Aston Villa minimiza relação amistosa e destaca caráter estritamente comercial das recentes transferências entre os clubes

Unai Emery durante coletiva de imprensa
Imagem: CNN Brasil

Nos últimos quatro anos, Aston Villa e Chelsea realizaram oito transferências entre si, tornando-se a parceria mais ativa da Premier League nesse período, mas o técnico Unai Emery define a relação como competitiva e financeira, longe de uma amizade entre os clubes.

O técnico do Aston Villa, Unai Emery, usou uma frase irônica para resumir a complexa relação entre o clube inglês e o Chelsea no que diz respeito às transferências recentes entre as equipes. “Boa relação? Eles querem nos matar e nós queremos matá-los”, declarou Emery aos jornalistas no domingo (30), classificando os negócios entre os dois clubes como puramente comerciais e competitivos.

Segundo o treinador, os oito acordos de transferências — entre vendas e empréstimos — fechados entre Aston Villa e Chelsea nos últimos quatro anos não refletiriam uma amizade esportiva, mas sim um “negócio por dinheiro e um negócio por jogadores”. “Estou feliz por Emiliano Martínez e Morgan Rogers, e sei que não estou feliz pelo Chelsea”, acrescentou Emery, referindo-se ao goleiro argentino que recentemente mudou de clube, e ao jovem meio-campista envolvido em uma dessas negociações.

O fluxo intenso de transações teve início após a mudança de controle do Chelsea, que foi assumido pelo consórcio BlueCo em 2022. Desde então, o Chelsea investiu pesadamente na contratação de jogadores vindos do Aston Villa: o meio-campista inglês Morgan Rogers foi adquirido por uma soma estimada em 117 milhões de libras, o equivalente a cerca de R$ 822 milhões, de acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil — dados que ainda não foram confirmados por outras fontes.

Além de Rogers, o atacante Nicolas Jackson também foi contratado pelo Aston Villa, enquanto o goleiro Emiliano Martínez transferiu-se para o Chelsea e passou a defender o clube londrino em Stamford Bridge. O jovem espanhol Alejandro Garnacho, por sua vez, foi emprestado ao Aston Villa numa operação com obrigação condicional de compra, o que pode formalizar sua transferência para o clube no próximo ano. A imprensa britânica, através da CNN Brasil, informou ainda que o Chelsea teria gasto mais de 160 milhões de libras (aproximadamente R$ 1 bilhão) em jogadores do Aston Villa desde 2022.

Publicidade

O técnico Emery demonstrou satisfação com alguns dos resultados pessoais para seus atletas, mas deixou clara sua visão de que a “relação” entre os clubes é movida pelo interesse financeiro e pela competição direta, não por uma colaboração amistosa. Essa dinâmica chama atenção por mostrar como negociações na Premier League podem ser tanto negociações estratégicas quanto batalhas internas entre gigantes do futebol inglês.

Até o momento, nenhum dos clubes se pronunciou oficialmente sobre os comentários do técnico Emery ou sobre os valores e condições das transferências relatadas pela imprensa. A situação segue em desenvolvimento e poderá revelar mais nuances sobre a influência da propriedade do Chelsea e as táticas de mercado envolvidas nas relações entre os clubes.

Publicidade

O que sabemos?

  • Emery descreveu a relação entre Aston Villa e Chelsea como competitiva e financeira, e não amistosa.
  • Entre 2019 e 2023, os clubes fecharam oito negociações de empréstimos ou vendas, mais do que qualquer outra dupla na Premier League.
  • O Chelsea investiu grandes quantias na compra de Morgan Rogers e Emiliano Martínez, entre outros jogadores do Aston Villa.
  • Informações de valores gastos pelo Chelsea em jogadores do Aston Villa foram divulgadas pela CNN Brasil, mas ainda não confirmadas oficialmente.

Fontes

Publicidade