Técnicos do Campeonato Brasileiro se sucedem com frequência, e alguns voltam a disputar a competição com clubes rivais
Trocas de treinadores marcam a temporada, destacando a instabilidade no comando dos times do Brasileirão
De janeiro a maio de 2025, 16 treinadores foram demitidos na Série A, com três deles retornando em times rivais, fenômeno pouco comum na história do campeonato.
O Campeonato Brasileiro de 2025 vem se caracterizando por uma instabilidade inédita no comando técnico das equipes. Segundo fontes ligadas ao futebol nacional, ao todo, 16 treinadores foram desligados de seus cargos até o momento, enquanto outros três retornaram à competição após passarem por mudanças.
Nesta segunda-feira (14), o Grêmio anunciou a contratação de Renato Gaúcho como seu novo técnico até o final do ano, após a saída de Luís Castro, que foi demitido no domingo (13). Renato Gaúcho já conhece bem o clube, tendo passado por lá anteriormente, e seu retorno é visto como uma tentativa de estabilizar a equipe no restante da temporada.
Este é o quinto ciclo de Renato no comando do Grêmio, segundo informações de fontes ligadas ao próprio clube. Além dele, outros treinadores que saíram de seus times e retornaram ao Campeonato Brasileiro foram Fernando Diniz, que deixou o Vasco em fevereiro e assumiu o Corinthians em abril, e Dorival Júnior, que saiu do Corinthians após cerca de 40 dias para assumir o São Paulo. Ainda não há confirmação oficial de que esses retornos envolvem negociações com os clubes, mas a troca rápida de técnicos tem chamado atenção de especialistas em futebol.
O cenário de trocas frequentes não se restringe a esses casos. O Vasco, por exemplo, demitiu dois treinadores neste ano, assim como o São Paulo, que teve Hernán Crespo e posteriormente Roger Machado no comando. Outros clubes, como Botafogo e Chapecoense, também passaram por mudanças na comissão técnica, contratando e desligando treinadores em períodos relativamente curtos.
Curiosamente, algumas equipes conseguem manter seus treinadores por mais tempo. Palmeiras e Bahia são exemplos nesta década, com Abel Ferreira e a equipe baiana mantendo estabilidade por mais de três anos, mesmo sem conquistas recentes expressivas. Já o Mirassol, que trouxe Rafael Guanaes, conseguiu uma inédita classificação para a Libertadores, embora o técnico ainda esteja baseado em um clube do interior paulista.
De acordo com informações ainda não confirmadas oficialmente, o Internacional passa por dificuldades sob o comando do uruguaio Paulo Pezzolano, que chegou no final de 2024. Ele perdeu o estadual, foi eliminado na Copa do Brasil pelo rival Grêmio e enfrenta problemas para tirar o time da zona de rebaixamento. Além disso, Filipe Luís deixou o Flamengo de forma conturbada após uma temporada vitoriosa, passando a comandar o Monaco na Europa, onde conquistou boas posições no campeonato francês.
O atual ritmo de mudanças evidencia a busca constante por resultados e a instabilidade que tem marcado o campeonato até aqui. Ainda não há uma definição oficial sobre os critérios que levaram às demissões ou retornos, mas o que se nota é uma temporada de muitas mudanças nos bancos de reservas.
O que sabemos?
- 16 treinadores demitidos na Série A até maio de 2025
- Três técnicos voltaram a atuar em clubes rivais no Brasileirão
- Renato Gaúcho retornou ao Grêmio por contrato até o final de 2025
- Fernando Diniz e Dorival Júnior também tiveram retornos após passagens rápidas
- Levantamento da temporada aponta alta rotatividade e instabilidade na comissão técnica
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





