Futebol

Governo veta apostas online e afeta contratos de patrocínio no futebol brasileiro

Em apuração ?

Medida provisória em debate pode suspender investimentos do setor por tempo indeterminado

Estádio de futebol com logotipos de apostas esportivas ao fundo
Imagem: Folha de S.Paulo

O governo Lula anunciou o veto às apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos online, impactando contratos de patrocínio de clubes de futebol. Empresas e times avaliam os próximos passos diante da possibilidade de uma proibição temporária.

Segundo fontes ouvidas pela Folha de São Paulo, o anúncio oficial do veto às apostas online de quota fixa aconteceu na última sexta-feira (25), e tem causado instabilidade no setor de apostas esportivas que patrocina diversos times do futebol brasileiro. A medida, que faz parte de uma medida provisória do governo Lula, visa proibitivas atividades relacionadas a apostas online, incluindo cassinos e jogos de azar na internet, sob a justificativa de que pesquisas apontam as apostas como um dos fatores de endividamento das famílias brasileiras e de piora na avaliação do governo.

Das áreas mais impactadas estão os contratos de patrocínio de clubes de futebol, que há anos recebiam grandes valores dessas empresas. Segundo uma estimativa da consultoria Convocados, em 2025 esses patrocínios totalizaram aproximadamente R$ 1,03 bilhão, o que representou cerca de 7,2% das receitas totais de R$ 14,3 bilhões dos times da Série A. Um exemplo concreto foi o caso da 7k Bet, que anunciou a rescisão do contrato de patrocínio com o Vitória logo após a publicação da proibição, embora a reportagem da Folha tenha buscado confirmação oficial de ambas as partes e ainda não tenha obtido resposta.

Enquanto isso, há imagens de negócios em suspenso ou com contratos temporariamente paralisados. O clube do Santos, por exemplo, teve seu contrato com a empresa Novibet suspenso, porém, sem uma rescisão definitiva. Ainda nos bastidores, há avaliações de que os vínculos do Flamengo com Betano e do Corinthians com Esporte da Sorte devam seguir o mesmo caminho, embora nem os clubes nem as próprias empresas tenham se pronunciado oficialmente até o momento. Algumas dessas empresas manifestaram o desejo de suspender temporariamente seus negócios, na expectativa de que a medida provisória não seja aprovada definitivamente ou seja derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, além de aguardarem esclarecimentos sobre o futuro dessas parcerias.

O governo também estipulou que as propagandas de apostas devem ser encerradas até 5 de outubro — um dia após o primeiro turno das eleições — criando uma janela de transição. Ainda há incerteza, pois, segundo fontes, há uma expectativa de que o veto seja revogado ou invalidado na tramitação parlamentar, já que o texto, por tratar de uma medida provisória, tem prazo máximo de validade de 120 dias, podendo caducar se não for votado pelo Congresso. Após o anúncio, entidades do setor de apostas e representantes do futebol criticaram a decisão, reforçando a preocupação com o impacto econômico e a manutenção de empregos e contratos já firmados.

O tema permanece ainda sem uma definição definitiva, pois o cenário político e jurídico ancora discussões sobre a validade do veto. No momento, clubes, empresas e órgãos reguladores estão em diálogos para traçar uma estratégia que minimize prejuízos, na esperança de que a proibição seja temporária. A cobertura dessa questão deve seguir em movimento, com novas decisões e debates que podem alterar o rumo das apostas esportivas no Brasil nas próximas semanas.

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O que sabemos?

  • O governo Lula anunciou oficialmente o veto às apostas online de quota fixa.
  • O veto impactou contratos de patrocínio de clubes de futebol, como o Vitória, cujo contrato com a 7k Bet foi rescindido.
  • Em 2025, patrocínios de apostas somaram cerca de R$ 1,03 bilhão às equipes da Série A.
  • Os clubes e as empresas de apostas ainda avaliam os próximos passos, com expectativas de que o veto seja temporário.

Fontes

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