Problemas judiciais e financeiros preocupam o Botafogo-PB, que enfrenta dezenas de ações trabalhistas
Clube paraibano tem 16 processos na Justiça que somam mais de R$ 5,7 milhões em dívidas
A sociedade anônima do Botafogo-PB enfrenta uma série de ações trabalhistas relacionadas a atrasos de pagamento, rescisões e outras reivindicações, evidenciando dificuldades financeiras e problemas nos bastidores.
O Botafogo-PB, clube da Série C do Campeonato Brasileiro, vive um momento complicado fora de campo, especialmente no aspecto financeiro e judicial. Segundo apuração de uma fonte confiável, atualmente a sociedade anônima do clube enfrenta 16 ações trabalhistas em diferentes fases na Justiça do Trabalho da 13ª Região, envolvendo uma soma estimada de R$ 5,7 milhões em causas que vão desde verbas rescisórias até FGTS, horas extras e indenizações.
Os processos incluem nomes relevantes na história recente do time, como o técnico Lisca, que responde por uma ação que estima uma dívida de aproximadamente R$ 1,4 milhão. Ainda de acordo com a fonte, Lisca também foi autor de um processo de maior valor entre os levantados, cujo conteúdo exato não foi confirmado oficialmente até o momento. Outros nomes de jogadores e integrantes da comissão técnica também estão na lista de devedores, entre eles Gabriel Tota, Romarinho e Marcio Hahn. Gabriel Tota, por exemplo, conseguiu uma liberação judicial para assinar com outro time, após uma decisão provisória que considerou indícios de descumprimento contratual pelo clube.
Gabriel Tota cobra aproximadamente R$ 1,2 milhão em verbas decorrentes de salários, 13º, férias, FGTS e indenizações por rescisão. Já Romarinho, outro jogador em litígio, tem uma causa avaliada em R$ 860 mil, envolvendo valores de rescisão indireta e FGTS. O atacante, inclusive, anunciou sua saída do clube enquanto a disputa judicial ainda está em andamento. Ainda segundo a fonte, uma ação de R$ 450 mil de Marcio Hahn, da comissão técnica de Lisca, está prevista para audiência em novembro, e outros processos, de valores menores, incluem cobranças relacionadas a verbas rescisórias, horas extras e dano moral.
Apesar dos problemas judiciais, o investidor responsável pelo clube, Fillipe Félix, afirma que a SAF, que administra o Botafogo-PB, já desembolsou cerca de R$ 4,5 milhões por meio do Regime Centralizado de Execuções, além de garantir que mantém seus compromissos financeiros em dia. Porem, as ações trabalhistas ainda representam uma ameaça de impacto financeiro e de imagem, além de refletirem a dificuldade enfrentada pelo clube na temporada, que terminou sem alcançar o acesso esperado na Série C do Brasileiro.
O clube, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, e o andamento dessas ações varia: algumas ainda aguardam audiências, enquanto outras estão em fase de execução ou até mesmo suspensas temporariamente. Importante destacar que os valores atribuídos às causas ainda são estimativas e podem não representar os montantes definitivos que o Botafogo-PB terá que pagar. Essas questões reforçam a preocupação do clube com sua gestão financeira e seu futuro na competição nacional, além de ilustrar as dificuldades enfrentadas por times que passam por dificuldades econômicas no futebol brasileiro.
O que sabemos?
- O Botafogo-PB enfrenta 16 ações trabalhistas na Justiça do Trabalho da 13ª Região.
- Os processos somam aproximadamente R$ 5,7 milhões em causas envolvendo jogadores, ex-técnicos e funcionários.
- Golpes financeiros, atrasos de pagamento e dívidas de rescisão estão entre as principais causas das ações.
- Alguns processos estão em fases diferentes, como audiências pendentes, execução ou suspensão temporária.
Fontes
- ge fonte especializada




