Futebol

Mudança na participação do Botafogo na SAF pode alterar controle da equipe

Em apuração ?

Assembleia aprova aumento de capital que pode reduzir influência da Eagle no clube

Estádio Nilton Santos, casa do Botafogo, com destaque para apresentação de Tite como técnico
Imagem: ge

O Botafogo convocou uma assembleia para discutir aumento de capital na sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o que pode abrir caminho para o controle da GDA de Gabriel de Alba, enquanto a participação da Eagle na sociedade pode ser diluída.

O Botafogo anunciou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para a próxima quinta-feira, 24 de setembro, em que será discutido e potencialmente aprovado um aumento de capital na sua SAF. Segundo informações de uma fonte do próprio clube, a proposta inclui a emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias da classe B, ao preço de emissão de R$ 0,01 cada uma, totalizando um aporte de R$ 2 milhões.

Esse recurso, conforme divulgado, será utilizado imediatamente para o pagamento de parte da folha salarial dos funcionários do clube. A votação na assembleia terá impacto direto na participação acionária de sócios atuais e futuros, bem como na possível transferência do controle maioritário do futebol do Botafogo para a GDA, empresa do investidor mexicano Gabriel de Alba. Atualmente, o clube social é o acionista majoritário da SAF, com 51% das ações, após acionar bônus de subscrição em julho, alegando que a Eagle havia descumprido acordos de acionistas. A Eagle detém 49% das ações, mas a ideia do aumento de capital é justamente permitir que a GDA assuma o controle do futebol do clube futuramente.

Os detalhes revelados indicam que, em até 30 dias após a aprovação do aumento, os acionistas atuais — Botafogo e Eagle — terão direito de preferência na subscrição de novas ações. O Botafogo, por exemplo, poderá adquirir até 102 milhões dessas ações, o equivalente a 51%. A Eagle também poderá incorporar até 98 milhões de ações, garantindo sua influência na estrutura societária, caso queira. Caso algum desses acionistas não exerça seu direito de preferência, as ações remanescentes poderão ser adquiridas pelo próprio clube ou por terceiros dentro de um prazo de cinco dias após o encerramento do período de subscrição.

A expectativa de que esse processo dilua significativamente a participação da Eagle na SAF tem gerado debates entre torcedores e analistas. Ainda não há confirmação de que a Eagle deixará de ser acionista, mas, com a emissão das novas ações e a possibilidade de subscrição por parte do clube, sua influência na decisão da SAF pode ser reduzida drasticamente. Vale destacar que, atualmente, a Eagle não tem direitos políticos na gestão do futebol do clube, por determinação judicial, além de não contar mais com equipe de advogados no Brasil.

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Junto a esse movimento, o Botafogo busca também fortalecer suas operações com a contratação de seu novo técnico, Tite, apresentado recentemente no Estádio Nilton Santos. Tite, que já foi treinador da seleção brasileira, expressou sua visão de jogo na coletiva, afirmando que "a cara é do Botafogo, não a minha", sinalizando um estilo de trabalho que deve se alinhar às características do clube. Além disso, o técnico reencontrou cinco jogadores que convocou para a seleção brasileira, reforçando o momento de renovação do time. Enquanto isso, questões legais relacionadas a documentos e a regularização de um jogador, Ziyech, mantêm o clube em uma corrida contra o tempo, enquanto a tentativa de John Textor de ser reconhecido como dono das ações da SAF do clube na Justiça ainda não teve definição final, segundo a mesma fonte.

Portanto, esse cenário, que ainda deixa muitas etapas pendentes de confirmação oficial, mostra uma fase de transformação societária e esportiva do Botafogo, onde interesses de investidores, questões jurídicas e estratégias esportivas se misturam na busca por um novo patamar de controle e atuação no futebol nacional.

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O que sabemos?

  • A Assembleia Geral Extraordinária do Botafogo será em 24 de setembro.
  • Estão previstas a emissão de 200 milhões de novas ações ao preço de R$ 0,01 cada, totalizando R$ 2 milhões.
  • O objetivo do aumento de capital é pagar parte da folha salarial da SAF.
  • A operação pode reduzir a participação da Eagle na SAF, diluindo sua influência.
  • A aprovação possibilitará que acionistas atuais adquiram até 102 milhões de ações, e a Eagle até 98 milhões, dentro de um prazo de 30 dias.

Fontes

  • ge fonte especializada
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