Futebol

Pioneira na arbitragem e no jornalismo esportivo, Marilena Lima relembra sua trajetória no futebol

Em apuração ?

Primeira mulher na crônica esportiva do Ceará, ela fala sobre desafios e conquistas no esporte feminino

Marilena Lima em momento de entrevista no estádio Presidente Vargas
Imagem: ge

Marilena Lima, reconhecida por sua atuação na cobertura esportiva e arbitragem, conta detalhes de sua história marcada por resistência e paixão pelo futebol.

Marilena Lima, uma figura pioneira no futebol cearense, revelou detalhes de sua trajetória que misturam paixão pelo esporte, resistência diante de preconceitos e momentos de reconhecimento. Segundo ela, sua entrada no cenário esportivo aconteceu de forma inesperada, a partir de uma oportunidade na Rádio Jovem de Maranguape durante uma transmissão de campeonato intermunicipal, quando foi enviada para fazer a cobertura no campo, sem muita experiência anterior.

Segundo a própria, essa experiência abriu portas, levando-a a integrar a equipe da Rádio Dragão do Mar após o reconhecimento do seu talento pelo então locutor Itamar Monteiro. Com uma história de amor pelo futebol, Marilena chegou até a jogar futsal no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza, antes de se dedicar à reportagem e à arbitragem. Sua incursão no universo da arbitragem teve como incentivo um ex-árbitro de futebol, Alzir Brilhante, que defendia a participação feminina na modalidade e a convidou para fazer o curso de arbitragem.

No entanto, sua trajetória não foi fácil. Segundo ela, houve resistência por parte de colegas do meio esportivo. Uma dessas experiências foi uma atividade física no estádio Presidente Vargas, onde um colega, que era juiz profissional, propositalmente pisou em sua perna. Além disso, Marilena enfrentou hostilidades durante jogos, como o episódio em que, ao dar um cartão amarelo a um jogador na Granja Portugal, o mesmo fez xixi dentro do campo na saída de jogo. Apesar dessas dificuldades, ela afirma guardar boas lembranças dos colegas repórteres, que demonstraram respeito e bom trato, momentos marcados por um contraste às resistências que enfrentou dentro do próprio ambiente esportivo.

Marilena ressalta que sua história é marcada por uma conquista importante: ser a primeira mulher na crônica esportiva do Ceará, um marco que ela considera um símbolo de incentivo para outras mulheres que desejam ingressar na área. Ainda assim, ela reconhece que o caminho no futebol, especialmente na arbitragem, ainda é cheio de desafios e preconceitos. Sua trajetória serve como exemplo de coragem e perseverança para quem busca espaço em ambientes predominantemente masculinos, onde o respeito ainda precisa ser consolidado.

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O que sabemos?

  • Marilena Lima é pioneira na arbitragem e na crônica esportiva do Ceará.
  • Ela começou na cobertura esportiva por uma oportunidade na Rádio Jovem de Maranguape, durante um campeonato intermunicipal.
  • Incentivada pelo ex-árbitro Alzir Brilhante, ela fez o curso de arbitragem.
  • Enfrentou resistência e hostilidade no ambiente esportivo, incluindo episódios de preconceito físico e verbal.
  • Mantém boas lembranças e reconhece seu papel na história do esporte feminino no Ceará.

Fontes

  • ge fonte especializada
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