Leila Pereira critica o modelo de gestão dos clubes brasileiros durante evento no Rio de Janeiro
Presidente do Palmeiras aponta para supostas fragilidades na estrutura política e financeira do futebol no Brasil.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, afirmou que o modelo associativo dos clubes no país está em decadência devido à busca por interesses pessoais de dirigentes, além de comentar sobre dificuldades de transformar os clubes em empresas.
Durante um fórum realizado nesta semana no Rio de Janeiro, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, fez duras críticas ao modelo de administração dos clubes de futebol no Brasil. Segundo ela, o sistema atualmente vigente, baseado em eleições trienais para presidência, estaria em completo declínio, caracterizado por uma falta de credibilidade e uma gestão que privilegia interesses políticos em detrimento do bem da instituição.
Segundo Leila Pereira, essa estrutura favorece uma cultura de manipulação por parte dos dirigentes, os quais priorizam a manutenção no cargo independente do impacto nas equipes ou no patrimônio dos clubes. Ela afirmou: "Falta credibilidade ao futebol brasileiro. Não quero citar clubes, entende? Clubes enormes, gigantes, completamente destroçados. Isso é um absurdo, é uma irresponsabilidade. É por isso que eu tenho certeza que esse modelo associativo está em completa decadência. Porque esses presidentes fazem qualquer coisa pelo voto. Não interessa qual é o interesse da instituição, do torcedor, eles querem se manter no cargo. Esse modelo está fracassado e falido".
Ela também abordou a dificuldade de clubes tradicionais, como o Palmeiras, São Paulo e Flamengo, em se transformar em empresas. Segundo a mandatária, a resistência vem principalmente dos conselheiros e dirigentes que se veem como donos dos clubes sem assumir responsabilidade alguma. "Eu não tenho dúvida que Palmeiras, São Paulo, Flamengo, esses clubes tradicionais, é muito difícil virar empresa. Por quê? Porque os conselheiros não querem. Os conselheiros, os presidentes, se acham donos, sem ter responsabilidade nenhuma", explicou.
Apesar de defender uma gestão equilibrada das finanças, as contas do Palmeiras apresentaram um déficit de R$ 124,1 milhões no primeiro semestre de 2026, mesmo após um superávit de R$ 292,4 milhões no mesmo período do ano anterior, fundamentado em uma receita de aproximadamente R$ 1,78 bilhão. As vendas de atletas, como a de Allan por uma quantia estimada em até R$ 240 milhões, contribuem para a recomposição do caixa do clube.
As declarações de Leila Pereira reforçam o momento de questionamento e críticas ao padrão de administração no futebol brasileiro, que enfrenta desafios não só econômicos, mas também de credibilidade diante da sua estrutura de poder.
O que sabemos?
- Leila Pereira criticou o modelo de gestão dos clubes brasileiros.
- Ela afirmou que o sistema está em decadência e fracassado.
- A presidente citou a resistência de dirigentes em transformar clubes em empresas.
- O Palmeiras apresentou déficit de R$ 124,1 milhões no primeiro semestre de 2026.
- A venda de atletas, como Allan, é uma estratégia para melhorar o caixa do clube.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- CNN Brasil imprensa





