Futebol

Jogadores da Ponte Preta fazem apelo por salários atrasados após derrota

Em apuração ?

Atletas relatam crise financeira e preocupação com funcionários do clube

Jogadores da Ponte Preta durante partida, expressando preocupação com crise financeira
Imagem: ge

Após confronto com o São Bernardo, jogadores da Ponte Preta revelam dificuldades financeiras e clamam por socorro urgente.

Na noite deste domingo, jogadores da Ponte Preta manifestaram publicamente sua preocupação com a situação financeira do clube, que enfrenta dificuldades graves há meses, especialmente relacionadas ao pagamento de salários. O jogo contra o São Bernardo, válido pela 26ª rodada da Série B do Brasileiro, terminou com derrota por 2 a 0, e, na saída de campo, os atletas fizeram desabafos emocionados sobre a crise que vive a equipe campineira.

Segundo o volante André Lima, que também é capitão do time, o principal problema não é apenas a derrota ou o desempenho dentro de campo, mas a situação dos funcionários do clube. Segundo ele, muitos desses funcionários ainda não receberam salários há de cinco a seis meses, recebendo apenas salários mínimos, de cerca de dois a três mil reais. Ainda de acordo com o jogador, a paralisação das atividades era uma tentativa de pressionar por uma solução, porém, a expectativa de demora para quitação das dívidas levou a equipe a retomar os treinos, para não prejudicar os jogadores mais jovens e o futuro do clube.

“Nosso plano era paralisar tudo. Muitas pessoas recebem um salário mínimo, de dois, três mil reais, e estão há cinco, seis meses sem receber. Não digo nem por mim. Por eles”, afirmou André Lima, ainda destacando que, apesar do salário maior que possui, a preocupação é com a dignidade dos funcionários e o bem-estar de suas famílias. Ele reforçou que sua motivação para jogar na Ponte é grande, mas que a situação financeira lhe tira a esperança de uma solução rápida: “Sou pai de família, tenho que dar sustento para a minha casa e, dessa forma, não consigo”.

Já o capitão da equipe, Danilo Barcelos, também se posicionou publicamente sobre a crise. Segundo ele, a situação na Ponte Preta é inédita e requer ações rápidas: “Preciso de socorro o mais rápido possível. Só Deus sabe como a gente está levando um dia após o outro aqui dentro. Tem funcionário que não aguenta passar mais um ou dois dias”. Ambos os jogadores reforçaram que, na ocasião da paralisação, em 26 de agosto, alguns jogadores já estavam há até seis meses sem receber seus salários, sendo que, até o momento, há registros de atrasos que se aproximam de um ano para alguns membros da equipe e funcionários.

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Essa crise aparentemente tem impacto direto no desempenho do clube, que amarga sua 20ª partida consecutiva sem vencer na temporada, acumulando 17 derrotas nesse período, além de se isolar na lanterna da Série B. Com apenas três vitórias até o momento, a Ponte Preta soma somente 10 pontos, e o cenário aponta para um potencial rebaixamento, uma vez que a equipe está longe de se recuperar na tabela. Sua próxima partida será na quinta-feira, contra o Sport, na Ilha do Retiro, às 21h30, em Recife, na esperança de evitar a queda definitiva na competição.

Por enquanto, o clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre a crise financeira e as reivindicações dos jogadores, e as parciais indicações ainda não confirmam se há um acordo próximo ou se a situação deve se agravar ainda mais, levando a um possível desfecho mais sério para a equipe campineira. A apuração, até o momento, depende de confirmações de fontes oficiais do clube, que ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

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O que sabemos?

  • Jogadores da Ponte Preta fizeram desabafos após derrota por 2 a 0.
  • Funcionários do clube estão há de cinco a seis meses sem receber salários.
  • A crise financeira levou jogadores a reivindicarem ajuda emergencial.
  • A Ponte Preta acumula 17 derrotas em 20 jogos na Série B de 2026.
  • O clube possui apenas 10 pontos e está na lanterna da competição.

Fontes

  • ge fonte especializada
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