Início do Campeonato Cearense Feminino 2026 levanta expectativa e revela desafios financeiros
Seis times competem nesta edição, com destaque para a disputa importante entre Ceará e Maracanã
A 19ª edição do Campeonato Cearense Feminino começa neste domingo, com seis equipes inscritas e histórias de superação, projetos jovens e incertezas financeiras. O evento ocorre pouco após o Ceará quitar parte dos salários de suas jogadoras, enquanto clubes como The Blessed e R4 apostam na formação de base.
O Campeonato Cearense Feminino de 2026 inicia neste domingo (18), marcando a 19ª edição da competição estadual de futebol feminino no Ceará. Desta vez, seis equipes estão confirmadas na disputa, que promete emoções e também reflexões sobre o crescimento do esporte na região. Segundo a organização, os times foram divididos em dois grupos por regionalização, com o Grupo A formado por Ceará, Maracanã e The Blessed, enquanto o Grupo B conta com R4, Hiroos Cariri e São Gonçalo.
Uma das principais histórias é o fato de o Ceará, que conquistou o título nas últimas cinco edições (2018, 2019, 2021, 2023 e 2024), não participar desta temporada após rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro masculino. Ainda assim, a equipe feminina, comandada por Erivelton Viana, que tem 18 jogadoras, começou a competição com a expectativa de manter seu domínio no estado. Segundo fontes, o clube havia quitado parte dos salários das atletas antes da estreia, um movimento visto como importante para valorizar o esporte feminino na região, apesar de ainda não ter confirmada oficialmente a quitação total.
As jogadoras do Ceará, inclusive, chegaram a paralisar os treinos por causa do não pagamento, mas retomaram as atividades mesmo sem receber, o que demonstra o esforço individual e coletivo para não perderem o ritmo. As atletas destacadas incluem Bia, Pissaia e Annaysa, que devem buscar mais um título para o Vozão. O time inicia sua participação enfrentando o Maracanã às 15h, no campo Franzé Moraes.
Outro destaque da competição é o The Blessed, uma equipe jovem, composta por 25 atletas todas do Sub-17, lideradas pela técnica Tchêska. Apesar de recém-filiada à Federação Cearense há três anos, a equipe aposta na formação de jogadores promissores, como a meia Malu, de 15 anos, monitorada pelo São Paulo, e a atacante Laís, de 14, acompanhada por um clube dos Estados Unidos. A participação no Ceará é parte do projeto de desenvolvimento, já que o time não possui apoio financeiro forte e busca dar oportunidade às jogadoras em alto nível. A expectativa da técnica, segundo ela, é alcançar as fases finais da competição.
O Maracanã, comandado por Amanda Lima e com 23 jogadoras, chega ao campeonato com pouco tempo de treino, mas com grande esperança de história. Seus destaques são a goleira Camila, ex-Vasco, e a meia Akemi, ex-Fortaleza. O técnico Arclébio Soares reconhece que o time é novato na competição, mas garante que os sonhos de conquistar o título estão presentes por toda a equipe. Assim como o R4, que conta com 22 jogadoras e uma história marcada pela participação em edições anteriores do Cearense desde 2022, o clube é uma iniciativa do ex-zagueiro do Flamengo Ronaldo Angelim, e está focado em avançar na Série A3 do Brasileiro, como revelou o técnico Roberto Alves. As expectativas do R4 também estão baseadas em resultados anteriores, incluindo campanhas nas semifinais em 2025.
Por fim, o Hiroos Cariri, com 20 jogadoras em seu elenco, tenta mostrar sua força na competição. Segundo o técnico Arclébio, o time busca uma vaga na Série A3 do Campeonato Brasileiro, com uma destaque especial para a jogadora Renata, originária de Bodocó-PE e ex-atleta de times como Sport e Atlético-GO. Já o São Gonçalo, liderado pelo diretor-geral Renezito Júnior e sob comando do técnico Jefferson, com auxiliares Jardel Rocha e Carol, aposta na raça e na força do trabalho em equipe para fazer história nesta edição. A competição, assim, revela um panorama de jovens talentos, esforços financeiros ainda incertos e a esperança de crescimento do futebol feminino no Ceará.
O que sabemos?
- Campeonato Cearense Feminino 2026 começa neste domingo com seis equipes.
- Ceará não participa após rebaixamento na Série B do Brasileiro.
- Time do Ceará quitou parte dos salários das jogadoras antes da estreia.
- Times divididos em dois grupos por regionalização.
- Equipe juvenil do The Blessed participa sem apoio financeiro.
- O Borussia busca vaga na Série A3 do Brasileiro, sob comando de Ronaldo Angelim.
Fontes
- ge fonte especializada





