Fifa supostamente sabia de irregularidades na escalação de goleiro congolês na Copa do Mundo
Documentos confirmam que a entidade tinha conhecimento da documentação irregular de Lionel Mpasi, mas permitiu sua participação no Mundial da 2026
Segundo reportagem, FIFA teria permitido que Lionel Mpasi, goleiro da RD Congo, jogasse a Copa do Mundo de forma irregular, mesmo com documentação incompleta. A investigação aponta que a federação congolesa não concluiu o processo de mudança de federação, o que tornaria a sua inscrição irregular.
Um novo escândalo envolvendo a FIFA veio à tona nesta semana, após reportagens do jornal 'Le Monde' e do 'The New York Times' revelarem detalhes de uma suposta irregularidade na participação do goleiro Lionel Mpasi na Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Segundo as fontes, os documentos obtidos indicam que a entidade máxima do futebol tinha conhecimento de que o atleta, que nasceu na França e atuou pelas seleções de base da França, ainda não havia concluído o processo formal de troca de federação para representar a República Democrática do Congo, país pelo qual jogou nas Eliminatórias e na fase final do Mundial.
De acordo com a apuração, a Federação Nigeriana de Futebol foi quem fez a denúncia de irregularidades no elenco do Congo, alegando que alguns jogadores, especialmente o goleiro Lionel Mpasi, estavam em situação irregular. Ainda segundo a fonte, a Nigéria havia sido eliminada pelo Congo nas Eliminatórias, e após essa derrota, formalizou uma queixa perante a FIFA contestando a elegibilidade do atleta. A investigação interna da FIFA confirmou que a denúncia era procedente, mas, surpreendentemente, a entidade decidiu não aplicar nenhuma punição ao time congoleses. A justificativa, de acordo com as informações, foi o arquivamento por impedimentos técnicos processuais, ou seja, por questões burocráticas não resolvidas a tempo.
O fato é que Lionel Mpasi, que possui 23 anos, tinha um histórico de jogar por categorias de base na França, incluindo 12 partidas oficiais em seleções sub-16 e sub-17. Para que ele pudesse defender a RD Congo na fase final das Eliminatórias e no Mundial, seria necessário passar por um procedimento de mudança de federação reconhecido pela FIFA. A documentação, contudo, não foi concluída pela Federação Congolesa, o que tecnicamente tornaria sua escalação irregular. Apesar disso, a FIFA, segundo as reportagens, optou por não aplicar sanções e manteve a participação do goleiro na competição.
O impacto dessa decisão foi direto na classificação do Congo ao Mundial, que garantiu sua vaga pela primeira vez em 52 anos após vencer uma partida de repescagem contra a Jamaica, com Mpasi como titular durante toda a campanha. A revelação gera uma preocupação sobre possíveis violações no regulamento e demonstra uma eventual complacência da FIFA diante de questões jurídicas que poderiam ter impedido a participação do atleta. Ainda não há confirmações se a própria federação congolesa agiu de forma intencional ou se foi uma falha administrativa, mas o caso levanta discussões sobre os critérios de elegibilidade e o rigor das punições na maior competição de futebol do planeta.
O que sabemos?
- A FIFA teria conhecimento de irregularidades na documentação do goleiro Lionel Mpasi.
- A denúncia foi feita pela Federação Nigeriana de Futebol após a vitória da Nigéria sobre a RD Congo nas Eliminatórias.
- Documentos obtidos por 'Le Monde' e 'The New York Times' indicam que a FIFA sabia que o processo de mudança de federação do atleta não foi concluído.
- Apesar de reconhecer a irregularidade, a FIFA teria decidido não aplicar sanções, arquivando a denúncia por questões processuais.
Fontes
- ge fonte especializada





