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EUA concluem retirada militar do Iraque após duas décadas de presença

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Fim de uma era: última tropa americana deixa o país diante de mudanças estratégicas

EUA concluem retirada militar do Iraque após duas décadas de presença
Imagem: BBC News Brasil

Os Estados Unidos oficializaram a saída de suas últimas tropas do Iraque, encerrando uma operação que durou mais de 20 anos. A decisão ocorreu após um acordo firmado entre Washington e Bagdá, marcando o fim de uma fase marcada por conflitos, derrotas ao Estado Islâmico e mudanças na política regional.

Na quarta-feira, 30 de setembro, os Estados Unidos oficializaram a retirada de suas últimas tropas do Iraque, encerrando uma presença militar que durou mais de 20 anos. Segundo informações do Comando Central dos EUA, a retirada aconteceu após a conclusão do que eles chamam de Operação Resolução Inerente, que tinha como objetivo principal derrotar o grupo Estado Islâmico (EI) no país. A operação começou oficialmente na invasão de 2003, que resultou na queda do líder Saddam Hussein, mas mesmo após a retirada em 2011, as tropas americanas retornaram em 2014 para apoiar o Iraque na luta contra o EI. Agora, o governo dos EUA afirma que o esforço de combate a essa ameaça foi bem-sucedido, e a presença militar foi reduzida de um pico de mais de 170 mil soldados em 2007 para cerca de 2.400 antes da retirada.]

Segundo fontes do próprio Pentágono, as forças americanas deixaram o país deixando para trás uma quantidade mínima de tropas na região autônoma do Curdistão, no norte do nação. A decisão, ainda de acordo com o órgão militar, também foi apoiada por um acordo recente entre Washington e Bagdá, feito em 2024, que prevê o encerramento da missão de combate do EUA no Iraque. Apesar da retirada, as forças de segurança iraqianas, incluindo os peshmergas e outros grupos do Curdistão, permanecerão responsáveis por garantir a estabilidade e combater remanescentes do EI, além de lidar com milícias apoiadas pelo Irã, que continuam sendo uma ameaça à soberania iraquiana, segundo o que ainda não foi confirmado oficialmente pelos envolvidos.

Analistas estimam que embora as tropas americanas estejam deixando o país, a influência estadunidense na política, economia e no combate ao terrorismo dificilmente será completamente eliminada, dada a histórica presença de interesses estratégicos na região. Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil indicam que a saída representa uma mudança na forma como os EUA atuam na região, passando de uma intervenção direta de guerra para um papel mais de apoio e treinamento às forças locais. Ainda assim, a decisão ocorre num momento de tensões crescentes entre o Iraque e o Irã, que têm impacto direto na segurança da zona.

O fechamento da missão militar também ocorre num momento em que o Oriente Médio vive um período de instabilidade. O governo dos EUA, por sua vez, declarou que continuará oferecendo treinamentos e apoio de inteligência às forças iraquianas, enquanto o responsável pelas operações militares afirmou que a transição para o controle local representa uma mudança de estratégia, com o foco em apoiar a soberania do Iraque. Ainda não há uma confirmação oficial de quando os últimos soldados deixarão o país e como o governo iraquiano irá lidar com os desafios remanescentes, especialmente na questão das ameaças de grupos militantes e influências externas.”,

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