Futebol

Eleição no São Paulo causa indefinições no planejamento para 2027

Em apuração ?

Clube enfrenta incertezas após anúncio de eleição e futuro dos contratos fica inseguro

Imagem: ge

A proximidade da eleição no São Paulo prejudica o planejamento para a próxima temporada, com destaque para o futuro do técnico Dorival Júnior e de cinco jogadores cujo contrato termina em 2026.

O São Paulo tem enfrentado uma grande dificuldade para planejar seu futuro próximo devido à incerteza provocada pela eleição que ocorrerá no clube em dezembro. Segundo fontes próximas à diretoria, o processo eleitoral ainda não confirmou quem será o candidato oficial, o que deixou o atual presidente Harry Massis sem uma definição clara sobre sua reeleição. Essa situação tem refletido não só na questão política, mas também na administração esportiva, pois nenhuma negociação de renovação de contratos foi iniciada neste último trimestre, em meio à ausência de recursos financeiros disponíveis.

O técnico Dorival Júnior, que tem contrato até o final deste ano, também está na mira das incertezas. Segundo ele mesmo declarou em entrevista coletiva após uma derrota, ainda não sabe se continuará no comando do time, afirmando que espera que o clube e os envolvidos decidam pelo melhor momento para sua permanência. "Estou aqui para desenvolver um trabalho. Vim aqui pensando em deixar o meu melhor aqui dentro. Não imaginava um ano tão difícil em alguns aspectos. Os resultados não nos satisfazem", disse Dorival. O treinador destacou ainda que vai esperar o momento de decisão, com a esperança de que o clube possa se estabilizar após o término do contrato.

Além do técnico, há cinco jogadores cujo vínculo também termina em 2026 e cuja situação ainda não está resolvida. São eles o zagueiro Rafael Toloi, o lateral Iago, o meia Cauly e os atacantes Lucas e Artur. O caso de Toloi e Lucas é mais direto, já que ambos pertencem ao próprio São Paulo e aguardam uma posição do clube quanto à renovação ou não. Por outro lado, Iago, Cauly e Artur estão emprestados de outros clubes, o que complica ainda mais a tomada de decisões. Iago, por exemplo, não possui cláusula de compra com valor fixado, o que obriga uma negociação com o Bahia caso o clube deseje manter o jogador, que atualmente é titular na equipe. Os outros dois, Cauly e Artur, têm cláusulas de compra com valores fixados em contratos de empréstimo, mas não atingiram as metas de jogos necessárias para que a obrigação de compra se concretize. Cauly, por exemplo, teria que custar aproximadamente 11,2 milhões de reais por 50% dos direitos, enquanto Artur teria que ser adquirido por cerca de 36 milhões de reais por 60% dos direitos.

Com a iminente saída do atual presidente Harry Massis, cujo mandato deverá se encerrar em cerca de 60 dias, as expectativas são de que nenhuma negociação significativa seja feita neste período. As eleições estão marcadas para a primeira quinzena de dezembro, e o único candidato oficial até o momento é Marcelo Portugal Gouvêa, representante da oposição, conforme informações apuradas pelo portal G1. Ainda não há confirmação oficial sobre as propostas ou planos do novo comando, o que reforça o clima de incerteza que tem atrapalhado o planejamento do clube para os anos seguintes, incluindo 2027.

Esse cenário de instabilidade impacta diretamente a preparação financeira e esportiva do São Paulo, que parece estar vivendo um momento de espera e de difícil tomada de decisão. Ainda não se sabe se o clube conseguirá renovar os contratos dos jogadores ou manter Dorival na sua comissão técnica, o que levanta dúvidas sobre a estratégia que o clube adotará após a eleição. As próximas semanas serão decisivas para o futuro da equipe, tanto no Campeonato Brasileiro quanto na formação do elenco para as próximas temporadas.

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O que sabemos?

  • A eleição no São Paulo está marcada para dezembro de 2023.
  • O atual presidente Harry Massis não deve concorrer à reeleição.
  • Dorival Júnior tem contrato até o final de 2023 e seu futuro é indefinido.
  • Cinco jogadores cujo contrato termina em 2026 aguardam decisão: Rafael Toloi, Iago, Cauly, Lucas e Artur.
  • Não há negociações ativas de renovação de contratos neste momento devido à instabilidade política do clube.

Fontes

  • ge fonte especializada
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