Corinthians enfrenta risco de perder acordo bilionário com a União por inadimplência
Clube não pagou parcelas atrasadas de acordo tributário e pode ter dívida revertida para valores originais
O Corinthians não efetuou os pagamentos de setembro e das parcelas atrasadas do acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o que pode levar à rescisão do pacto e ao retorno do valor original da dívida.
O Corinthians está sob risco de ter sua transação tributária rescindida após não pagar as parcelas de setembro e de três prestações anteriores referentes ao acordo de transação com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Segundo informações de fonte única, o clube deixou de quitar esses pagamentos, acumulando uma dívida de aproximadamente R$ 27,3 milhões com a União, incluindo débitos previdenciários e não previdenciários. A dívida inicialmente foi reduzida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões após o acordo, assinado em fevereiro, mas a inadimplência já dura quatro meses, e o valor em aberto aumenta a cada dia.
Conforme explica a fonte, o contrato prevê que a falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas pode resultar na revogação do acordo. Apesar do clube ter sido notificado pela PGFN em agosto, ainda não há uma confirmação oficial de que a rescisão já foi oficializada. A nota do órgão informa apenas que, até o momento, a transação está em situação regular, sem detalhes sobre as próximas etapas, e ressalta que não comenta cenários futuros. O Corinthians declarou que mantém uma boa relação com a procuradoria e que espera resolver a questão de forma rápida e amigável. Se o acordo for rescindido, toda a dívida original será restabelecida, sem descontos, e o clube poderá ser alvo de cobranças judiciais e extrajudiciais, além de ficar impedido por dois anos de firmar novos acordos de transação.
Essa situação tem gerado impacto nas contas do clube, que também enfrenta atrasos em pagamentos do dia a dia, incluindo direitos de imagem, férias e premiações de seu elenco de futebol. Em maio de 2026, o Corinthians tinha um endividamento que ultrapassava os R$ 2,8 bilhões, com um déficit de cerca de R$ 278 milhões nos primeiros sete meses do ano. Além da questão financeira, o clube também enfrenta debates internos e questionamentos sobre a transparência na administração e na gestão de suas dívidas. Ainda não há uma confirmação de que o clube planeja uma linha de defesa oficial, e o tema permanece em aberto enquanto o órgão fiscalizador não se pronuncia oficialmente sobre uma possível revogação formal do acordo.
O que sabemos?
- Corinthians não pagou parcelas de setembro e atrasadas do acordo com a PGFN.
- Dívida total com a União ultrapassa R$ 27 milhões.
- Contrato assinado em fevereiro prevê rescisão após três parcelas em atraso.
- Atrasos já duram quatro meses, levando ao risco de revogação.
- Clube mantém relação com a PGFN e busca resolução rápida.
Fontes
- ge fonte especializada





