Futebol

Corinthians demite executivo após crise e pressão de torcida

Em apuração ?

Fatores esportivos e pressões externas pesaram na decisão de afastar Marcelo Paz do clube

Jogadores do Corinthians em campo durante partida com sinais de tensão.
Imagem: ge

Após sequência negativa no Campeonato Brasileiro e pressões da torcida organizada Gaviões da Fiel, o Corinthians confirmou a saída de seu diretor executivo, Marcelo Paz, que chegou ao clube em dezembro do ano passado.

O Corinthians anunciou nesta semana a saída de Marcelo Paz, seu diretor executivo, em meio a uma fase turbulenta que envolve resultados esportivos ruins e forte pressão de setores da torcida organizada. Segundo informações apuradas com fontes ligadas ao clube, a decisão veio após uma série de fatores que culminaram no desgaste do profissional, incluindo derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, ameaçando a permanência na primeira divisão.

De acordo com relatos, o desempenho da equipe no segundo semestre deteriorou-se a ponto de o Corinthians acumular oito derrotas seguidas, entre elas eliminações na Copa do Brasil e na Conmebol Libertadores. Na última segunda-feira, o time conseguiu um empate de 1 a 1 contra o Vitória, encerrando a sequência negativa, mas a crise esportiva permaneceu, contribuindo para o desligamento de Paz, considerado o principal responsável pela montagem do elenco nesta temporada.

O que também influenciou a decisão foi a crescente pressão externa. Ainda na semana passada, dirigentes receberam representantes da Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do clube, que exigiram a demissão de Marcelo Paz e de outro jogador, Memphis Depay. Na ocasião, alguns membros dessas torcidas tinham manifestado insatisfação com o atual momento do clube e a postura do executivo, que foi considerado por alguns como pouco combativo em defesa dos interesses dos jogadores e da própria instituição. Além das críticas públicas, as redes sociais passaram a ser palco de ameaças contra Marcelo Paz e sua família, o que agravou o clima de instabilidade.

Segundo fontes próximas ao clube, a relação de Paz com parte do elenco também foi motivo de questionamentos. A diretoria alegou que alguns jogadores consideravam seu perfil pouco incisivo nas negociações com a presidência e excessivamente polido, o que teria dificultado a defesa de seus interesses em momentos delicados de atrasos salariais, premiações e direitos de imagem acumulados pelo clube ao longo do ano. Em comparação com Fabinho Soldado — que ocupou cargo similar e tinha perfil mais agressivo na defesa dos jogadores — Marcelo Paz era visto como alguém mais técnico, mas que acabou se afastando do grupo em momentos críticos, contribuindo para a insatisfação dos atletas.

Por ora, o clube não se pronunciou oficialmente sobre a saída de Paz, que ocorreu após uma conversa telefônica com o presidente do clube, na qual questionou mais um atraso no pagamento dos direitos de imagem dos jogadores. Logo após, uma reunião no Centro de Treinamento Joaquim Grava confirmou sua saída, que ainda não teve detalhes sobre quem assumirá a posição até o fim do ano. Ainda não confirmado oficialmente, o cenário indica que o momento exige uma resposta rápida para o clube evitar uma maior crise interna ou na campanha do campeonato.

Publicidade

O que sabemos?

  • Marcelo Paz foi demitido por desgaste esportivo, pressão da torcida e insatisfação do elenco.
  • Derrota na sequência de oito jogos no Brasileirão e eliminação na Copa do Brasil e Libertadores.
  • Reuniões com torcidas organizadas exigiram a saída do executivo e afastamento de Memphis Depay.
  • Relatórios indicam relacionamento considerado pouco combativo com o elenco, comparado ao de Fabinho Soldado.
  • A decisão ocorreu após uma conversa telefônica em que Paz questionou atraso nos pagamentos de direitos de imagem.

Fontes

  • ge fonte especializada
Publicidade