Futebol

Corinthians atrasa pagamento de parcelas e joga time na mira de punições

Em apuração ?

Clube paulista enfrenta dificuldades financeiras que podem limitar contratações e registros de jogadores

Jogador do Corinthians em partida durante o campeonato
Imagem: ge

O Corinthians deixou de pagar a sexta parcela de um acordo na CNRD, e o Cuiabá solicitou uma extensão de seis meses na punição de registro de novos jogadores. Além disso, o clube ainda enfrenta outros dois transfer bans determinados pela FIFA.

De acordo com informações fornecidas por fontes da própria Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Corinthians atrasou novamente o pagamento de uma parcela estipulada no acordo assinado pelo clube para quitar dívidas com credores. A sexta parcela, avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões, venceu na última segunda-feira, mas ainda não foi paga, e o clube não apresentou um prazo para regularização. Segundo relatos, esta é a segunda vez consecutiva que o Corinthians deixa de cumprir o cronograma de pagamento na mesma negociação.

Em decorrência do atraso, o credor Cuiabá, um dos principais interessados na negociação, solicitou à CNRD que seja estendido por seis meses o período de proibição de registro de novos jogadores pelo clube. Ainda segundo a mesma fonte, o Cuiabá pediu que a sanção seja aplicável a partir de outubro de 2026, ou que, de forma subsidiária, a punição vigente seja prorrogada até o encerramento da janela de transferências do início de 2027. O órgão regulador ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido.

Essa não é a única preocupação do Corinthians com punições por débitos. Segundo informações obtidas junto à mesma fonte, o clube ainda possui dois outros transfer bans impostos pela FIFA, relacionados à dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela contratação do volante José Martínez, e também pelo atraso na segunda parcela de um acordo com o clube dinamarquês Midtjylland, referente à contratação do volante Charles. Essas punições impuseram restrições ao registro de jogadores por mais de 150 dias e ainda estão em vigor.

O histórico de atrasos mostra que o Corinthians costuma pagar após o vencimento, acreditando, segundo fontes internas, que o prazo de cinco dias para comprovação do pagamento permitiria a quitação dentro do período. Mesmo assim, a CNRD frequentemente aplica sanções de transfer bans, que, na maioria das vezes, permanecem mesmo após a regularização do débito. Em alguns casos, o clube ficou impedido de registrar atletas por cerca de três meses. Além disso, a Câmara manteve punições mesmo após o pagamento do que foi devido, reforçando a dificuldade do clube em evitar as sanções.

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Para tentar administrar a complexa situação financeira, o Corinthians firmou um plano de pagamento coletivo de dívidas homologado em abril do ano passado, que prevê o pagamento de R$ 76 milhões em parcelas trimestrais ao longo de seis anos. Segundo fontes próximas à diretoria, cerca de 80% de cada parcela é destinada ao credor principal, enquanto o restante é utilizado para cobrir honorários advocatícios, o que demonstra a gravidade do endividamento.

O cenário é de incerteza para os torcedores e para a administração do clube, que precisa equilibrar seus compromissos financeiros enquanto tenta manter a competitividade no Campeonato e em outras competições. Ainda não há uma posição oficial do Corinthians ou da CNRD sobre a extensão das punições ou o pagamento em atraso, mas o tema ganha destaque no meio esportivo. A dúvida permanece sobre se o clube conseguirá regularizar os débitos antes de sofrer impactos mais severos na montagem do elenco e na realização de novas contratações, o que reforça o clima de cautela e preocupação no Corinthians.

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O que sabemos?

  • O Corinthians atrasou a sexta parcela do acordo na CNRD, avaliada em cerca de R$ 8 milhões.
  • O clube não estipulou prazo para quitar o débito.
  • Cuiabá pediu à CNRD uma extensão de seis meses na punição de registro de jogadores, começando em outubro de 2026.
  • O Corinthians ainda enfrenta dois outros transfer bans impostos pela FIFA, relacionados a dívidas com o Philadelphia Union e o Midtjylland.
  • O acordo na CNRD prevê pagamento de R$ 76 milhões em parcelas trimestrais ao longo de seis anos.

Fontes

  • ge fonte especializada
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