Grupo de conselheiros do Palmeiras questiona participação de marido da presidente na compra da SAF do Vasco
Conselheiros do clube pedem afastamento de José Roberto Lamacchia após vitória de empresa ligada a ele na aquisição do clube carioca
Grupo opositor do Palmeiras manifesta preocupação com possível conflito de interesses envolvendo José Roberto Lamacchia, marido da presidente do clube, e a compra da SAF do Vasco da Gama por sua empresa. A operação ainda aguarda confirmação oficial e avaliação dos órgãos competentes.
Um movimento de conselheiros do Palmeiras expressou nesta sexta-feira uma série de questionamentos e preocupações ligadas à possível participação de José Roberto Lamacchia, marido da atual presidente do clube, Leila Pereira, na operação de compra da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Vasco da Gama. Segundo eles, a situação configura, pelo menos, potencial conflito de interesses, além de levantar dúvidas quanto às transparências do processo de venda.
De acordo com um documento divulgado pelo grupo denominado 'Ocupa Palestra', a vitória da empresa de Marcos Lamacchia — filho de José Roberto, enteado de Leila Pereira — no leilão para adquirir a SAF vascaína foi considerada preocupante. Ainda segundo a nota, o grupo entrou em contato oficialmente com os órgãos do clube questionando esclarecimentos sobre possíveis conflitos, mas afirma que suas solicitações foram negadas.
A compra da SAF do Vasco, que aconteceu nesta sexta-feira, ainda precisa passar pela aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral do clube carioca. A aquisição foi realizada através de um leilão, no qual a empresa de Marcos Lamacchia foi a única concorrente, vencendo com um lance considerado por alguns como elevado. O fato vem ganhando atenção adicional porque a operação está sendo investigada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que avalia se há conflito de propriedade na venda, já que a compra envolve uma empresa ligada a um dirigente de outro clube.
Na manhã desta sexta, o próprio Marcos Lamacchia declarou que é o avalista da operação e que só ficaria na transação se o então presidente do Vasco, Pedrinho, permanecesse no cargo. Ele afirmou: "Já está firmado esse acordo, já está formado. Mas nós só vamos ficar, quando eu digo nós, é o meu filho, Marcos Faria Lamacchia. Nós só vamos ficar se o presidente for o Pedrinho. Eu sou o avalista da operação, por isso que estou me metendo. Eu estou avalizando R$ 2 bilhões do meu filho. Se bem que ele não precisa, porque ele tem esse dinheiro. Meu filho é uma pessoa limpa e independente."
Essa declaração reforça a ligação direta de José Roberto Lamacchia com o processo de aquisição, o que despertou a preocupação dos conselheiros do Palmeiras. Em sua nota oficial, o grupo 'Ocupa Palestra' reforçou a posição de que qualquer movimentação nesse sentido deve ser acompanhada de rigorosas medidas protetivas para o Palmeiras, inclusive a possível interrupção de benefícios a rivais e a proteção institucional do clube. “Nascemos e morreremos pelo Palmeiras, atuando com firmeza para defender os seus interesses” — diz trecho do posicionamento.
Na mesma linha, a nota informa que a questão do conflito de interesses, embora ainda não confirmada oficialmente por todas as partes, representa uma preocupação real, especialmente no momento em que o clube vive uma pausa para a Data Fifa e aguarda os desdobramentos de questões jurídicas e comerciais relacionadas às suas operações e parcerias.
O que sabemos?
- Grupo de conselheiros do Palmeiras pediu o afastamento de José Roberto Lamacchia após vitória de sua empresa na compra da SAF do Vasco.
- Empresa de Marcos Lamacchia, filho de José Roberto, venceu o leilão pela aquisição do Vasco da Gama.
- A transação está sob investigação pela Anresf, por possível conflito de propriedade.
- Declarações de Marcos Lamacchia indicam que ele é avalista da operação e que só permaneceria no negócio se o presidente do Vasco fosse o mesmo.
- Conselheiros do Palmeiras questionaram oficialmente órgãos do clube sobre conflitos de interesse, mas tiveram respostas negativas.
Fontes
- ge fonte especializada





