Futebol

Escalada de tensões no Oriente Médio reacende preocupações internacionais

Em apuração ?

Após uma trégua de um mês, confronto entre EUA e Irã volta a ameaçar estabilidade da região

Mapa com região do Oriente Médio destacada por tensões militares
Imagem: CNN Brasil

O conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a se intensificar após o fim de uma trégua de um mês, com troca de ataques militares e ameaças de escalada que colocam o Oriente Médio em alerta.

Segundo análise divulgada por fontes especializadas, a calmaria temporária nos combates entre Irã e Estados Unidos terminou nesta semana, levando a uma nova rodada de confrontos militares na região do Oriente Médio. Na terça-feira (1°), as forças armadas norte-americanas realizaram um ataque ao Irã, que, por sua vez, respondeu com ataques a alvos na Jordânia, Bahrein e Kuwait, desafiando um alerta do presidente Donald Trump de que qualquer retaliação iraniana seria duramente punida.

De acordo com especialistas ouvidos por fontes, como o ex-chefe de divisão do Irã na inteligência militar israelense, a intensidade dos ataques foi limitada, diferente dos confrontos mais intensos registrados há pouco mais de um mês. Ainda assim, o cenário é considerado perigoso por analistas, pois o risco de erros de cálculo que possam escalar para um conflito total permanece elevado. Segundo Hamidreza Azizi, analista do think tank International Crisis Group, “nenhum dos lados quer voltar a uma guerra em grande escala”.

Gazetas e especialistas também apontam que o Irã tem evitado retomar ataques mais severos, como contra Arábia Saudita ou Emirados Árabes Unidos, e que o tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica de petróleo, segue sob controle iraniano. Ainda assim, o país enfrenta dificuldades internas, agravadas pelas sanções econômicas dos Estados Unidos. Essas medidas têm impactado fortemente a economia iraniana, dificultando a venda de petróleo e causando escassez de produtos básicos, incluindo alimentos e medicamentos para a população.

Segundo fontes militares americanas, as forças dos EUA foram responsáveis pela escolta de 40 embarcações comerciais no Estreito, transportando 18 milhões de barris de petróleo, num dos maiores registros durante esse período de conflito. Ainda assim, o governo norte-americano declarou que não tem interesse em negociações com o Irã, com o presidente Trump afirmando que não se importa se Teerã assinar algum acordo hipotético, pois sua prioridade é mostrar força. Os preços do petróleo globalmente reagiram com leve queda na quinta-feira, mas permanecem elevados, enquanto o preço médio da gasolina nos EUA atingiu US$ 4,14 por galão, uma alta significativa em relação ao ano anterior, segundo dados da AAA.

Embora haja indícios de um momento de maior controle tático por parte dos EUA, a situação no Oriente Médio continua imprevisível e instável, com a possibilidade de novos desdobramentos a qualquer momento, em um cenário que demonstra a tensão crescente na região e a complexidade de uma guerra que, até o momento, evita uma escalada total.

Publicidade

O que sabemos?

  • O conflito entre EUA e Irã voltou a escalar após uma trégua de um mês.
  • Na terça-feira, os EUA atacaram o Irã, que respondeu com ataques a Jordânia, Bahrein e Kuwait.
  • Especialistas dizem que ambos os lados evitam guerra de grande escala.
  • O Irã tem dificuldades econômicas agravadas por sanções e perdas no comércio de petróleo.
  • Os EUA realizaram a maior escolta de navios no Estreito de Ormuz desde o início do conflito.

Fontes

Publicidade