Futebol

Aumento da presença de menores nos estádios brasileiros é destaque no Dia das Crianças

Em apuração ?

Dados indicam crescimento na participação de crianças e adolescentes nas arquibancadas, impulsionados por tecnologia de reconhecimento facial obrigatória

Torcedores com crianças nas arquibancadas de estádio brasileiro
Imagem: ge

Nos últimos anos, a presença de menores de idade nos estádios brasileiros cresceu expressivamente, com destaque para o período entre junho de 2025 e outubro de 2026, quando passou de 1,4% para 8,5% das entradas registradas. Especialistas apontam que a tecnologia de reconhecimento facial, obrigatória em arenas com mais de 20 mil torcedores desde junho de 2025, tem permitido um melhor entendimento do perfil do público jovem. Essa tendência reforça a oportunidade dos clubes de aproximar as novas gerações do futebol, fortalecendo vínculos que podem durar por toda a vida.

No Dia das Crianças celebrado nesta segunda-feira, o portal Página 99 traz uma novidade sobre a presença de crianças e adolescentes nos estádios brasileiros, um fenômeno que tem ganhado força nos últimos anos. Segundo dados fornecidos pela empresa Imply ElevenTickets, especializada em tecnologia de reconhecimento facial, a participação de menores de 18 anos nas arenas cresceu de forma significativa desde 2023. Ainda não confirmado oficialmente por outras fontes, o levantamento aponta que essa faixa de público respondeu por cerca de 1,4% das entradas de junho a outubro de 2023, mas saltou para 8,5% no período de junho a outubro de 2026. Este aumento expressivo é atribuído à obrigatoriedade do reconhecimento facial em estádios com capacidade para pelo menos 20 mil torcedores, uma medida que entrou em vigor em junho de 2025, conforme a Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023).

De acordo com o CEO da Imply, Tironi Paz Ortiz, essa tecnologia fornece uma ferramenta importante para que os clubes tenham controle e dados mais precisos sobre seus públicos, especialmente as famílias que levam os filhos aos jogos. “Nossa tecnologia dá aos clubes controle e dados para receber essas famílias com mais confiança e para planejar o relacionamento com a nova geração de torcedores, que começa na primeira entrada na arena”, explicou Ortiz. O crescimento na participação de jovens não ocorreu de forma uniforme; entre outubro de 2025 e outubro de 2026, crianças de até 11 anos representaram 2,33% das entradas, enquanto adolescentes de 12 a 17 anos responderam por 4,95%. Os dados ainda indicam que o grupo de adolescentes teve o maior crescimento percentual, passando de 1,10% para 4,95% neste período. Já as crianças de 5 a 11 anos tiveram aumento de 0,51% para 1,76%.

Esses números sinalizam uma forte tendência de o estádio se transformar em espaço de convivência familiar, com mais famílias levando seus filhos para acompanharem partidas de futebol. A expectativa é que essa maior aproximação possa criar vínculos duradouros com as equipes, além de abrir oportunidades para programas de incentivo, como ingressos familiares, cotas de sócio voltadas a públicos jovens e iniciativas de melhoria na experiência nos eventos esportivos.

Apesar de ainda precisarem ser confirmados por outras fontes oficiais, esses dados reforçam o potencial de um mercado de torcedores mais jovens, que os clubes podem explorar com estratégias específicas. Assim, o reconhecimento facial não só ajuda na gestão e segurança do estádio, mas também na construção de uma base sólida para o futuro do torcedor brasileiro, começando desde os primeiros jogos em família. Ainda sem divergências ou críticas públicas até o momento, o crescimento nas arquibancadas infantojuvenis demonstra uma mudança importante na cultura de consumo e participação no futebol nacional.

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O que sabemos?

  • A presença de menores de 18 anos nos estádios cresceu de 1,4% para 8,5% entre junho de 2023 e outubro de 2026.
  • Reconhecimento facial obrigatório em estádios com capacidade para pelo menos 20 mil desde junho de 2025, conforme a Lei 14.597/2023.
  • Dados indicam que crianças de até 11 anos representam 2,33% do público jovem, enquanto adolescentes de 12 a 17 anos representam 4,95%.
  • A tecnologia permite aos clubes entender melhor o perfil do público e planejar ações de aproximação com as famílias.

Fontes

  • ge fonte especializada
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