Futebol

Análise detalhada das causas dos gols sofridos pelo Figueirense na Série C de 2026

Em apuração ?

Equipe apresenta padrões preocupantes na defesa na competição nacional

Imagem: ge

Dados revelam que metade dos gols sofridos pelo Figueirense na Série C de 2026 teve origem em reinícios de jogo e cobranças de bola parada, apontando dificuldades específicas na linha defensiva do clube.

O desempenho defensivo do Figueirense na atual edição da Série C do Campeonato Brasileiro tem gerado preocupação entre torcedores e analistas. Segundo levantamento divulgado pelo ge, foram sofridos 22 gols nas 19 rodadas até aqui, e uma análise cuidadosa mostra que metade dessas metas ocorreram após reinícios de jogo, fato que evidencia vulnerabilidades especialmente em situações de bola parada. Além disso, os cruzamentos, especialmente rasteiros e direcionados a jogadores em infiltração, aparecem como uma das principais origens de gols sofridos pela equipe.

De acordo com a mesma fonte, 11 dos 22 gols (50%) tiveram início em reinícios de jogo, incluindo cobranças de escanteio, faltas, pênaltis e laterais. Destes, cinco ocorreram após cobranças de escanteio, sendo que embora o Figueirense muitas vezes tenha conseguido bloquear a primeira finalização, na sequência o perigo persistiu. Por exemplo, na derrota por 3 a 1 para o Maringá, um cabeceio após escanteio acertou o travessão do time e, no rebote, o adversário marcou de voleio. Outros gols pelo mesmo padrão tiveram origem em rebotes ou segundas bolas reacendendo o risco na defesa.

O problema com cobranças de bola parada é ainda mais evidente nos gols que começaram após cruzamentos com a bola rolando. Seis tentativas se converteram em gols, representando 27,3% do total sofrido pelo clube até agora. Na maioria desses casos, o problema não estava na disputa inicial pelo alto, mas na marcação dos jogadores na área, facilitando infiltrações ou finalizações de jogadores adversários. Exemplos ocorreram contra equipes como Anápolis, Barra, Guarani, Caxias e Maranhão, onde o ataque adversário explorou cruzamentos rasteiros e infiltrações para marcar.

Outro padrão destacado pelo levantamento é a origem de gols em lançamentos em profundidade, três ao todo. Nestes, o ataque adversário conseguiu escapar da marcação direta, muitas vezes aproveitando sobras dentro da área após disputas por bolas enfiadas ou cruzamentos de meia altura. Um exemplo destacado foi na vitória do Caxias, quando uma bola enviada pela direita terminou em sobra dentro da área, facilitando a finalização com sucesso.

Para completar o panorama, o levantamento aponta que, dentro das jogadas com bola rolando, três gols resultaram de jogadas trabalhadas pelos adversários, especialmente cruzamentos rasteiros. A equipe também teve dificuldades em acompanhar a movimentação dos atacantes adversários na área, o que permitiu infiltrações e chegadas de jogadores em posições perigosas. Essas vulnerabilidades reforçam a necessidade de ajustes defensivos para o restante da competição, que exige uma atenção redobrada nos lances de bola parada e na marcação na área.

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O que sabemos?

  • Metade dos gols sofridos pelo Figueirense na Série C de 2026 tiveram origem em reinícios de jogo.
  • Gols por cobranças de escanteio, falta, pênalti e lateral representam 50% do total.
  • Cruzamentos rasteiros e infiltrações são as principais origens de gols com bola rolando.
  • Problemas na marcação após escanteios e rebotes aparecem frequentemente.
  • Dificuldades na marcação de jogadores adversários dentro da área impactam o desempenho defensivo.

Fontes

  • ge fonte especializada
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