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Relançamento de biografia resgata trajetória do baixista do Charlie Brown Jr.

Em apuração ?

Livro sobre Champignon será lançado neste domingo, em meio ao Setembro Amarelo

Capa da biografia 'Champ' sobre o baixista do Charlie Brown Jr.
Imagem: G1

Após 13 anos da morte do músico, biografia sobre o baixista do Charlie Brown Jr. será relançada em evento no Museu da Imagem e do Som, promovendo reflexão sobre a vida e a obra de Luiz Carlos Leão Duarte Júnior.

Um evento especial no Museu da Imagem e do Som, neste domingo (20), vai marcar o relançamento da biografia "Champ", que conta a trajetória do baixista Luiz Carlos Leão Duarte Júnior, conhecido por seu nome artístico Champignon, ex-integrante do fenômeno musical Charlie Brown Jr. Essa iniciativa ocorre em meio às ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e prevenção ao suicídio, tema que tende a agregar ainda mais peso à história do músico, que faleceu em setembro de 2013, aos 35 anos.

Segundo o autor da biografia, jornalista e escritor Pedro de Luna, a ideia de registrar a vida de Champignon nasceu após várias pessoas sugerirem que a sua história, muitas vezes ofuscada pelo sucesso da banda, merecia mais atenção. Ainda na pesquisa para o livro, Luna conta que percebeu que quase tudo o que havia na mídia sobre o baixista se concentrava na sua morte, deixando de lado aspectos importantes de sua vida e sua contribuição musical. "As pessoas conhecem o fim da história, mas poucos sabem de tudo o que o levou até ali. Antes de ser o Champignon, Luizinho já era conhecido na noite santista, um prodígio da música", afirma o autor.

A trajetória do músico começa na infância, quando passou a aprender violão clássico aos 6 anos de idade, influenciado por viagens com a família a vários países devido à profissão do pai, chefe de navio. A paixão pelo contrabaixo surgiu mais tarde, despertada pelo toque de marinheiros e de seu próprio interesse pela música. Ainda criança, passou a integrar bandas na Baixada Santista, deixando de usar seu nome de registro — Luiz Carlos — para adotar o apelido que carregaria até sua morte. Aos 12 anos, Champignon conheceu Chorão, então integrante da banda What’s Up, em Santos, cidade onde ambos cresceram.

Segundo Luna, essa amizade, marcada por momentos de proximidade e conflitos, foi fundamental na sua formação musical. A irmã de Champignon, Eliane, costuma usar a expressão "Pai Chorão" para descrever a influência que o vocalista teve na vida do baixista, que considerava chorão uma espécie de mentor. Ainda de acordo com o autor, o sucesso veio cedo para o músico, e, junto de Chorão, ele ajudou a criar uma das bandas mais populares do Brasil, responsável por mais de 5 milhões de discos vendidos e por dois prêmios Grammy.

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Após o fim do Charlie Brown Jr., em 2013, Champignon passou a integrar outros projetos musicais e conquistou prêmios na área de instrumentista. Sua morte, ocorrida no mesmo mês de setembro daquele ano, chocou fãs e colegas de profissão. Ainda não há confirmação oficial sobre as circunstâncias exatas do seu falecimento, e o clube ou representante do músico não se pronunciaram até o momento.

O relançamento do livro inclui uma programação diversa, com oficina de beatbox, um bate-papo sobre a carreira do baixista e uma sessão de autógrafos, reforçando a importância de recontar e valorizar a história de uma figura que marcou a cena musical brasileira. Luna comenta que, enquanto pesquisava, passou a admirar mais o músico, que inicialmente não era seu artista preferido. "Eu não era fã do Charlie Brown Jr. antes, mas ao conhecer sua história, passei a entender o quanto ele era multifacetado, querido pelo público e talentoso".

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O que sabemos?

  • Livro "Champ" será relançado neste domingo (20).
  • Biografia conta a vida do baixista do Charlie Brown Jr. além do seu fim trágico.
  • Autor percebeu a importância de homenagear o músico após sugestões de várias pessoas.
  • Champignon começou a estudar violão aos 6 anos durante viagens com a família.
  • Ele conheceu Chorão aos 12 anos e juntos formaram o Charlie Brown Jr.

Fontes

  • G1 imprensa
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