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Morre aos 86 anos o televangelista americano Jim Bakker, envolvido em escândalos e condenações

Em apuração ?

Fundador do ministério PTL e figura polêmica da televisão cristã dos EUA faleceu nesta segunda-feira

Jim Bakker sorrindo em uma homenagem postada nas redes sociais
Imagem: Folha de S.Paulo

Jim Bakker, conhecido por construir um império religioso milionário e por seus escândalos de fraude, morreu aos 86 anos segundo divulgado por sua segunda esposa. A trajetória de Bakker inclui ascensão na televisão, condenações judiciais por fraude e um retorno aos palcos religiosos após a prisão.

Jim Bakker, um dos nomes mais conhecidos da televisão religiosa nos Estados Unidos, faleceu nesta segunda-feira, aos 86 anos, conforme comunicado feito por sua segunda esposa, Lori Bakker, nas redes sociais. Ainda não há confirmação oficial sobre as causas ou circunstâncias exatas de sua morte, mas a esposa homenageou Bakker como um "pioneiro da televisão cristã". Sua trajetória envolveu momentos de grande sucesso, crise e reabilitação, marcando a história do televangelismo americano.

Segundo informações divulgadas pela própria Lori Bakker, a mensagem de despedida foi publicada nas páginas do Facebook e do Instagram dela, onde ela afirmou: "É com o coração partido que comunico que meu amado marido, Jim Bakker, foi para junto do Senhor nesta noite". A publicação não detalhou as causas naturais ou complicações de saúde, limitando-se a dizer que a morte ocorreu nessa noite, sem outras informações adicionais.

Jim Bakker construiu um império multimilionário na década de 1980 por meio do programa "The PTL Club", uma produção de televisão cristã que, na época, atingia cerca de 13 milhões de telespectadores em 200 emissoras diferentes. Segundo fonte única, ele também comandava o complexo Heritage USA, uma enorme operação de 930 hectares na Carolina do Sul, que era um destino de férias para muitos fiéis e turistas. Seus rendimentos anuais, segundo registros não confirmados oficialmente, ultrapassavam US$ 129 milhões, a partir de doações de fiéis que, na visão de críticos, eram frequentemente solicitadas de forma explícita e contínua, levando alguns a brincarem que "PTL" poderia significar "pass the loot" — frase que remete à ideia de que o programa pedia dinheiro dos telespectadores.

Porém, a história de Bakker também é marcada por escândalos e processos judiciais. Em 1989, ele foi condenado a prisão em Charlotte, na Carolina do Norte, por fraudes financeiras relacionadas a esquemas envolvendo o uso de recursos de seu ministério para financiar um parque temático, o Heritage USA, e outros projetos pessoais. Bakker passou quatro anos e meio na prisão, tendo sido descrito por promotores como um vigarista movido pela ganância. Ainda segundo fonte única, ele havia deixado o ministério PTL em 1987 após o escândalo envolvendo Jessica Hahn, ex-secretária de uma igreja que posteriormente posou nua para a revista Playboy. Bakker pagou aproximadamente US$ 265 mil para manter o silêncio de Hahn, o que contribuiu para sua destituição das funções religiosas e para a crise que atingiu sua carreira.

Apesar do escândalo, Bakker conseguiu retornar ao televangelismo mais tarde, em 2003, agora sob uma nova esposa. Sua presença na televisão continuou sendo marcante, sobretudo por seu alinhamento com o então presidente Donald Trump, ao apoiar publicamente seu governo. Sua história é muitas vezes lembrada como exemplo de ascensão e queda, além de ser alvo de comentários que remetem à sua controvertida relação com dinheiro, fé e poder. Ainda aguarda confirmação, contudo, se sua morte ocorreu por causa natural ou outras razões, já que a fonte única não esclareceu tais detalhes.

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O que sabemos?

  • Jim Bakker morreu aos 86 anos nesta segunda-feira, conforme anunciada por sua esposa Lori Bakker.
  • Ele foi uma figura central no televangelismo americano, fundando o programa 'The PTL Club' e uma operação multimilionária.
  • Bakher foi condenado por fraude em 1989, passando mais de quatro anos na prisão.
  • Apesar dos escândalos, ele retornou ao ministério e apoiou Donald Trump posteriormente.

Fontes

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