Bancos de morcegos usam vocalizações ultrasonicas para evitar predadores e camuflar comunicação
Estudo revela que espécies menores voam e se comunicam em frequências altas para escapar do perigo
Pesquisadores descobriram que pequenos morcegos de probóscide optam por vocalizações de alta frequência para evitar serem detectados por predadores e presas, além de esconderem seus sons enquanto se comunicam, uma estratégia de camuflagem sonora.
Uma equipe de biólogos de Berlim e do Panamá revelou um padrão surpreendente na comunicação dos pequenos morcegos de probóscide, espécies que vivem na floresta tropical da América Central e do Sul. Segundo a pesquisa publicada na revista Annals of the New York Academy of Sciences, essas aves voadoras usam vocalizações de alta frequência que escapam da audição tanto de predadores quanto de presas, além de manterem suas conversas em sigilo enquanto se escondem entre as árvores.
De acordo com a fonte única da apuração, a especialista em comportamento, Lena Dressler, do Museu de História Natural de Berlim, explicou que esses morcegos optam por se abrigar sob o teto de um palco ou de esconderijos naturais com uma camuflagem visual — suas asas marrons manchadas se confundem com a casca das árvores. Ainda assim, a verdadeira inovação está na forma de se comunicarem. Os morcegos emitem vocalizações ultrassônicas com pelo menos 22 tipos diferentes de sílabas, algo que na prática torna quase impossível a sua escuta por humanos e animais com audição mais sensível, como aves de rapina e alguns de seus predadores, como aranhas e pássaros maiores que circulam na floresta.
Segundo Mirjam Knörnschild, ecologista comportamental e coautora do estudo, ela inicialmente achava que essas espécies eram pouco vocais. Porém, durante o período de reprodução – que ocorre na primavera e no outono –, ela percebeu que os morcegos 'vocalizam bastante', especialmente na época de acasalamento. Assim, ela e sua equipe viajaram até Costa Rica, incluindo a estação La Selva, para estudar de perto a comunicação dessas criaturas. Durante as observações, que também enfrentaram obstáculos como bananas sendo jogadas por macacos na equipe, os pesquisadores gravaram e catalogaram várias vocalizações, incluindo chamadas complexas que, em alguns casos, se assemelham a 'canções' de acasalamento.
Ao todo, foram identificados 17 diferentes tipos de vocalizações, algumas sendo séries de sílabas repetidas, outras combinações de diversas sílabas, formando um repertório bastante diversificado. A pesquisa ainda está em andamento, e os detalhes sobre a frequência, duração e contexto dessas vocalizações continuam sendo investigados. Ainda não há confirmação de que esses morcegos utilizem essas estratégias de comunicação para além do período de reprodução, nem se outras espécies semelhantes o fazem, mas a descoberta abre novas possibilidades para o entendimento da comunicação animal na floresta tropical.
Por enquanto, tudo indica que esses pequenos morcegos conseguem se esconder tanto visual quanto acusticamente, uma estratégia de sobrevivência altamente eficaz que ainda desafia a compreensão completa da ciência, aguardando novas investigações para confirmar os detalhes. A pesquisa ainda não foi totalmente oficial em outros veículos, e o estudo ainda merece atenção para entender melhor seu impacto na ecologia dessas espécies e sua adaptação ao ambiente selvagem.
O que sabemos?
- Morcegos de probóscide usam vocalizações de alta frequência.
- Eles se escondem visualmente com camuflagem de suas asas.
- Vocalizam com pelo menos 22 tipos diferentes de sílabas.
- Produzem 'canções' durante a época de acasalamento.
- Realizaram estudos na Costa Rica, em Guanacaste e La Selva.
Fontes
- Smithsonian Magazine fonte especializada





