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Encontro na Flup 2026 celebra mulheres negras com debates e homenagens

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Evento no Rio de Janeiro promove discussões sobre identidade, história e cultura de mulheres negras

Prenúncio de atividades na Flup 2026 com foco em mulheres negras
Imagem: Folha de S.Paulo

A 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup) começou nesta semana, homenageando Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra imortal da Academia Brasileira de Letras, e refletindo sobre questões de raça, cultura e literatura com nomes como Djamila Ribeiro e outros convidados.

A tradicional Festa Literária das Periferias (Flup) de 2026 teve início nesta quarta-feira (23), no centro do Rio de Janeiro, marcando sua 16ª edição com uma forte homenagem às mulheres negras. Segundo fontes do evento, a celebração contou com a presença da escritora Ana Maria Gonçalves, que ganhou destaque por ser a primeira mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL), além de outros nomes de peso na cultura e na literatura brasileira.

A cerimônia de abertura começou com uma atividade chamada "Batalha da Memória", onde participaram aproximadamente 700 estudantes de dez escolas públicas da rede municipal. Durante a atividade, os jovens tiveram a oportunidade de criar narrativas baseadas em suas próprias experiências de vida e territorialidade, fortalecendo a relação entre literatura, memória e identidade cultural. Ainda nesta abertura, foi realizado um momento de bênçãos com uma convivência ancestral conduzida pela rezadeira Nicinha, cuja presença reforçou a conexão com rituais tradicionais.

As atividades seguiram com um debate intitulado "As filhas das filhas das filhas", reunindo a escritora e autora de "Um Defeito de Cor" e a filósofa Djamila Ribeiro, que também é colunista da Folha de S.Paulo. Segundo relatórios do evento, elas discutiram temas como mestiçagem, trabalho doméstico e saúde das mulheres negras, abordando trajetórias que representam desafios enfrentados por essas mulheres. Djamila Ribeiro comentou que "‘Um Defeito de Cor’ foi a minha educação, o meu letramento racial", afirmando a importância de compreender as questões raciais na formação de identidade. A mediação dessa mesa ficou a cargo da historiadora Angélica Ferrarez.

Segundo ainda não confirmado oficialmente, a programação também incluiu encontros com nomes relevantes como Conceição Evaristo, Kimberlé Crenshaw e Gilberto Gil, reforçando a diversidade de vozes e experiências presentes na festa. A edição 2026 da Flup busca não apenas valorizar a cultura negra, mas também promover diálogos que refletem a força e a complexidade da história e da identidade das mulheres negras no Brasil, destacando-se como um momento de reflexão, educação e celebração de referências que moldaram e continuam a transformar a sociedade brasileira.

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O que sabemos?

  • Evento começou em 23 de agosto e vai até 27 de agosto no Rio de Janeiro.
  • Homenagem a Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra imortal da ABL.
  • Debate entre Djamila Ribeiro e Ana Maria Gonçalves sobre questões de raça, cultura e história.
  • Atividades de criação literária com estudantes de escolas públicas.
  • Momento de bênção com rezadeira Nicinha, prática ancestral cultural.

Fontes

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