História de superação e esperança: uma mãe de quatro filhos conquista o karatê e se prepara para o primeiro torneio internacional
Priscila, moradora de Manaus, usou o esporte para superar episódios difíceis e hoje mira caminhos de sucesso no karate
Priscila, mãe de quatro filhos, encontra no karatê uma oportunidade de recomeço após anos enfrentando depressão e um relacionamento abusivo. Prestes a disputar seu primeiro torneio internacional, ela ressalta os benefícios que o esporte trouxe para sua vida e se dedica cada vez mais aos treinos mesmo com a rotina de mãe.
Em Manaus, uma história de perseverança e transformação vem ganhando destaque ao comprovar o poder do esporte na recuperação emocional e na mudança de perspectivas de uma mãe de quatro filhos. Segundo fontes do projeto social Dojo Nonato Farias, localizado no bairro Mauazinho, na Zona Leste da cidade, a atleta Priscila, que começou a praticar karate aos 13 anos, passou por momentos extremamente difíceis antes de encontrar no esporte um refúgio para suas dores e barreiras pessoais.
De acordo com informações de uma fonte próxima ao projeto, Priscila viveu episódios de depressão, enfrentou uma rotina de sobrecarga familiar e um relacionamento abusivo, tudo isso antes de receber incentivo para ingressar na modalidade em 2009, quando tinha 13 anos. Como ela mesma relata, o karate apareceu em sua vida em um momento em que mais precisava de força e apoio. “O karate entrou na minha vida no momento em que eu mais estava precisando. Sofri uma violência psicológica muito grande porque fui mãe aos 18 anos, mas desde os 10 eu já cuidava dos meus irmãos. Era uma pressão enorme. Precisava cuidar da casa, dos meus irmãos e sentia que minha infância estava sendo roubada”, conta.
Após uma década afastada dos treinos devido ao nascimento de sua primeira filha, ela enfrentou um período de maior turbulência emocional, vivendo um relacionamento abusivo por dez anos. Segundo testemunhos, foi justamente o que aprendeu no dojo que a ajudou a enfrentar essa fase. “Estive 10 anos em um relacionamento abusivo. Na minha última briga, eu tive que usar o que aprendi aqui. Ou seja, o karate me salvou também”, revela. Com o retorno aos treinos, Priscila redescobriu o equilíbrio emocional e passou a integrar a rotina de sua família, influenciando suas filhas a também praticarem a modalidade. Ela destaca que sua filha mais velha, de 12 anos, já treina, assim como a mais nova, formando uma verdadeira família de karatecas.
Além do impacto na vida pessoal, a história de Priscila também evidencia como o projeto social tem contribuído para o desenvolvimento de jovens na comunidade, formando atletas que conquistam títulos nacionais e internacionais. Ainda segundo a fonte, ela está ansiosa para o seu primeiro torneio internacional, que acontecerá ainda neste ano, e garante que o espírito de raça e vontade continuará firme. “Raça e vontade não vão faltar”, afirma orgulhosa.
O projeto Dojo Nonato Farias não só tem sido uma porta de entrada para esportistas, mas também um espaço de acolhimento e transformação social, demonstrando que, às vezes, uma simples oportunidade pode fazer toda a diferença na vida de alguém. Ainda não há confirmação oficial sobre a data do torneio internacional de Priscila, e o clube responsável pelo evento não se pronunciou até o momento. No entanto, a história de superação dela reforça a importância de apoiarmos iniciativas que usam o esporte como ferramenta de inclusão e mudança de vida.
O que sabemos?
- Priscila é mãe de quatro filhos e enfrenta uma rotina intensa de cuidados e treinos.
- Ela começou a praticar karate aos 13 anos, em 2009.
- Enfrentou episódios de depressão e um relacionamento abusivo antes de reencontrar o esporte.
- Ela retornou aos treinos após uma década afastada e se dedica a uma preparação para o primeiro torneio internacional.
Fontes
- ge fonte especializada





