Como o Brasil conquistou o protagonismo na canoagem velocidade
O pentacampeonato mundial de Isaquias Queiroz marca a transformação do esporte após as Olimpíadas de 2016
O Brasil alcançou status de potência na canoagem velocidade, modalidade que antes não tinha destaque nacional, graças a um investimento consistente desde a escolha do Rio como sede olímpica em 2009. O título recente de Isaquias Queiroz e a prata da dupla Gabriel/Jacky no Mundial reforçam esse legado positivo.
O Brasil nunca foi visto como uma força na canoagem velocidade, modalidade olímpica que combina resistência, técnica e estratégia em provas de curta distância em caiaque ou canoa. Mas neste fim de semana, o país mostrou que virou uma potência internacional. Isaquias Queiroz, um dos maiores nomes do esporte nacional, sagrou-se pentacampeão mundial no C1 500 metros, enquanto a dupla Gabriel e Jacky conquistou a medalha de prata no evento.
Segundo reportagem do site ge, que trouxe todos esses dados, o resultado desse Campeonato Mundial indica uma mudança histórica. Até os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil jamais tinha brigado por medalhas nessa modalidade. Antes daquele ciclo olímpico, o melhor resultado brasileiro em Olimpíadas na canoagem velocidade era uma modesta nona colocação alcançada por Sebastian Cuattrin no K1 em Atlanta 1996. Ou seja, até então, o Brasil figurava apenas como coadjuvante.
Essa evolução não aconteceu por acaso. Conforme apurado, desde que o Rio de Janeiro foi anunciado como sede dos Jogos de 2016, em 2009, houve um esforço coordenado para desenvolver a canoagem velocidade. Uma estrutura de ponta foi montada, com centro de treinamento de primeiro mundo e equipes técnicas formadas por profissionais brasileiros altamente qualificados. Além disso, os atletas passaram a surgir em diferentes categorias, alimentando a seleção adulta que hoje é respeitada mundialmente.
Isaquias Queiroz, protagonista dessa transformação, é hoje pentacampeão mundial e figura como ídolo nacional da modalidade. A dupla Gabriel/Jacky também demonstra que o Brasil tem nomes consolidados, reforçando que o investimento e a formação continuam a render frutos para o futuro da canoagem.
Segundo a reportagem, apesar do sucesso, este é um caso isolado entre as modalidades olímpicas brasileiras. O legado das Olimpíadas de 2016 não teve a mesma profundidade e continuidade em outras áreas esportivas que, até hoje, ainda parecem engatinhar em comparação com o progresso da canoagem velocidade.
O que sabemos?
- Isaquias Queiroz é pentacampeão mundial no C1 500m de canoagem velocidade.
- O Brasil conquistou ouro e prata no último Campeonato Mundial de canoagem velocidade.
- Antes das Olimpíadas de 2016, o melhor resultado do Brasil na modalidade era o 9º lugar em 1996.
- O investimento em infraestrutura e formação começou após o Rio ser escolhido para sediar os Jogos de 2016, em 2009.
Fontes
- ge fonte especializada





