Brasil busca fortalecer sua presença no power soccer durante a Copa do Mundo em Buenos Aires
Seleção brasileira participa sem estar entre as classificadas para o Mundial do próximo ano
A Copa do Mundo de futebol em cadeira de rodas motorizada acontece em Buenos Aires até esta sexta-feira, mas o Brasil ainda não garantiu vaga. Com esforços para ampliar sua estrutura, o país busca melhorias no esporte adaptado.
A Copa do Mundo de power soccer, modalidade de futebol em cadeiras de rodas motorizadas, está sendo disputada em Buenos Aires desde o último sábado (17) e terminará nesta sexta-feira (23). Apesar de a seleção brasileira não estar presente na competição, o evento mostra que a modalidade vem crescendo no país, ainda que com desafios pela frente.
Segundo a fonte única, a competição ocorre na Argentina e reúne equipes de diversos países. O Brasil, por sua vez, ainda busca consolidar sua estrutura interna e ampliar o número de atletas, mesmo com cerca de 100 jogadores atualmente, distribuídos em seis equipes ativas e outras três com previsão de início no próximo ano, segundo informações da associação responsável pelo esporte no país. O objetivo é que o power soccer seja reconhecido pelos órgãos paralímpicos e possa integrar futuras edições dos Jogos Paralímpicos — uma aspiração ainda pendente de reconhecimento oficial após o processo de critérios estabelecidos pelas entidades do movimento paralímpico.
Na prática, o power soccer é uma modalidade que tem regras específicas para garantir a segurança e a fluidez do jogo. As partidas são disputadas em dois tempos de 20 minutos, com cada equipe podendo inscrever até oito atletas, sendo quatro em quadra ao mesmo tempo — três de linha e um goleiro. Em relação às regras, não há impedimento, e a bola utilizada possui 33 centímetros de diâmetro, sendo cerca de 2,5 vezes maior que uma bola de futebol tradicional.
Apesar das dificuldades, a modalidade já teve impacto na vida de alguns atletas, que veem no esporte uma oportunidade de competir e realizar sonhos. Para o presidente da Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de Rodas (ABFC), a perspectiva é de fortalecer o esporte no país, ampliar o número de competições e preparar uma equipe mais competitiva para futuras copas do mundo. Ainda segundo ele, há planos de formar duas seleções nacionais, uma adulta e uma de jovens, além de realizar pelo menos seis torneios no próximo ano — uma estratégia para aumentar o ritmo de jogo e desenvolver o power soccer em diferentes regiões brasileiras.
Além do aspecto técnico e de desenvolvimento, o Brasil garantiu sua presença na próxima Copa do Mundo de árbitros de futebol em cadeira de rodas: Luiz Claudio Santos e Roney Wesley serão os representantes brasileiros na arbitragem do evento internacional. Ainda que a seleção brasileira não esteja nesta edição, seu envolvimento no campeonato demonstra que os esforços continuam na tentativa de ampliar a visibilidade e a estrutura da modalidade no país.
O que sabemos?
- A Copa do Mundo de power soccer está sendo disputada em Buenos Aires até 23 de novembro.
- O Brasil ainda não garantiu vaga na próxima edição do Mundial.
- O país atualmente tem cerca de 100 atletas e seis equipes ativas na modalidade.
- O power soccer utiliza uma bola de 33 cm de diâmetro, maior que a convencional.
- A participação no torneio argentino reforça o esforço do Brasil em ampliar o esporte adaptado.
Fontes
- ge fonte especializada





