Esportes

Atleta paralímpica do Espírito Santo opta por amputação após 12 cirurgias e complicações

Em apuração ?

Luíza Fiorese, que conquistou medalhas internacionais, decide pela amputação da perna após diagnóstico de câncer e problemas ósseos

Luíza Fiorese sorrindo com a prótese nova
Imagem: G1

Luíza Fiorese, atleta paralímpica capixaba, recebeu alta após passar por uma amputação transfemoral devido a complicações de saúde. A decisão foi tomada após 12 cirurgias desde a adolescência, incluindo o tratamento de um câncer no fêmur.

A atleta paralímpica Luíza Fiorese, natural de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo, passou por um momento importante na sua trajetória de vida ao optar por amputar a perna após uma série extensa de procedimentos médicos. A jovem, que conquistou destaque internacional no esporte, recebeu alta hospitalar no último domingo (4), após uma cirurgia de amputação transfemoral, realizada logo acima do joelho.

Segundo informações obtidas com exclusividade, o procedimento foi uma decisão tomada por Luíza após uma série de complicações relacionadas a um espaçador ósseo que se quebrou em junho deste ano, agravando seu quadro de saúde. Ela havia passado por 12 cirurgias desde a adolescência, incluindo o tratamento de um osteossarcoma no femur esquerdo, um tipo de câncer ósseo detectado quando tinha apenas 15 anos. Na época, ela precisou substituir parte do osso por uma endoprótese, o que fez com que ela deixasse de praticar o handebol, esporte que praticava antes do diagnóstico.

Segundo a própria atleta, a decisão de amputar representa o fim de um ciclo de procedimentos dolorosos e o início de uma fase com mais liberdade, melhor qualidade de vida e a possibilidade de retomar suas paixões, como viagens. Ainda não há confirmação oficial de detalhes mais específicos sobre o procedimento, mas Luíza contou com o apoio do noivo, Gabriel Garcia, na tomada dessa decisão, que ela descreveu como uma forma de recuperar sua autonomia.

Luíza, que também é formada em Jornalismo e foi coroada rainha da 38ª Festa da Polenta em 2016, afirma que a amputação deve facilitar sua rotina e potencializar sua reabilitação. Ela conquistou importantes títulos no esporte paralímpico, incluindo medalha de bronze nos Jogos de Tóquio 2020 e uma medalha de ouro no Mundial da Bósnia em 2022, competições pelas quais se tornou uma referência no vôlei sentado. Além do sucesso esportivo, ela compartilha momentos do dia a dia em suas redes sociais, incluindo treinos, viagens e a rotina de preparação para as competições, que agora ganha um novo capítulo.

Até o momento, o clube ou entidade responsável por sua reabilitação ainda não se pronunciou oficialmente sobre o procedimento, e as informações oficiais continuam vindo principalmente da própria atleta, que busca retomar suas atividades e planeja futuras viagens após esse período de recuperação. A história de Luíza evidencia uma jornada de superação e coragem, inspirando outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes, embora ainda não se possa afirmar que o caso seja completamente resolvido ou se há outras questões médicas em andamento.

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O que sabemos?

  • Luíza Fiorese passou por uma amputação transfemoral após 12 cirurgias desde a adolescência.
  • Ela foi diagnosticada com câncer no fêmur aos 15 anos, precisando substituir parte do osso por uma endoprótese.
  • Ela conquistou medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e ouro no Mundial da Bósnia em 2022.
  • A decisão de amputar foi influenciada por complicações de saúde, incluindo a quebra de um espaçador ósseo em junho.
  • Ela recebeu alta hospitalar no domingo, 4 de novembro, e planeja retomar suas atividades de vida e viagens.

Fontes

  • G1 imprensa
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