Sons dos dinossauros em Jurassic Park têm origem em animais atuais, revela estudo
Som de grunhidos do T. rex remete a sons de animais vivos, como coalas e jacarés
Pesquisadores explicam o processo criativo por trás dos efeitos sonoros dos dinossauros no clássico filme. Sons de animais modernos foram utilizados para dar vida às criaturas pré-históricas.
Uma curiosidade que circula há anos sobre o filme Jurassic Park, lançado na década de 1990, é de que seus efeitos sonoros foram criados a partir de animais atuais, dado que não há registros fonográficos de dinossauros. Agora, essa ideia ganhou respaldo de uma fonte especializada, segundo a qual os sons do T. rex, em cenas de ataque, incluem grunhidos semelhantes ao chamado de acasalamento de um coala macho. Essa informação foi divulgada por Maggie Watson, ornitóloga e bióloga de conservação na Charles Sturt University, que explicou ainda que outros sons do mesmo predador foram produzidos a partir de jacarés e crocodilos.
De acordo com essa fonte, a escolha por esses animais se deu pelo fato de que, quando os efeitos sonoros foram criados, ainda não se tinha certeza de como os dinossauros realmente soavam. Como eles desapareceram milhões de anos antes do desenvolvimento de tecnologia de gravação de áudio, não existia uma referência direta. Assim, os responsáveis pelo design de som tiveram que desenvolver uma espécie de linguagem sonora própria, combinando diferentes sons conhecidos na natureza para dar a impressão de uma criatura de tamanho e força imensa. Para o velociraptor, por exemplo, os criadores se inspiraram em sons de gansos para seu silvo característico e em sons de tartarugas durante o acasalamento dessas espécies, criando uma combinação inusitada, mas eficaz para o público.
Essa técnica reflete um dos grandes desafios do design de som no cinema: fazer o espectador acreditar na naturalidade de um som artificial, em um projeto que depende bastante da percepção sensorial. Segundo especialistas, essa construção sonora também é relacionada ao fenômeno conhecido entre profissionais do setor como ‘efeito coco’, uma expressão que se refere a sons artificialmente criados que se tornam tão familiares ao público que passam a fazer parte da expectativa de audiência. Um exemplo clássico são os sons de cascos de cavalos, frequentemente produzidos por cocos batidos contra superfcies, conceito que se consolidou na cultura cinematográfica e influencia até hoje as audiências.
Embora ainda não confirmada oficialmente este método para Jurassic Park, a técnica de usar sons de animais existentes para criar as vozes dos dinossauros revela como o cinema combina criatividade e limitações tecnológicas para criar uma experiência convincente. Afinal, o que importa ao público é que esses sons transmitam a essência de força e ameaça das criaturas e não exatamente sua fidelidade histórica, que, neste caso, é impossível de reproduzir devido à ausência de registros sonoros reais de milhares de anos atrás.
O que sabemos?
- Sons do T. rex incluem grunhidos semelhantes ao chamado de acasalamento de um coala.
- Outros grunhidos foram feitos a partir de jacarés e crocodilos.
- A técnica buscou criar sons que transmitissem tamanho, força e ameaça.
- A confirmação oficial sobre a origem dos sons ainda não foi divulgada.
- A informação vem de uma fonte especializada e aguarda confirmação adicional.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada




