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Sepultura faz show exclusivo focado na era Derrick Green no Rock in Rio

Em apuração ?

Banda apresenta apenas músicas dos álbuns de Derrick Green, sem hits clássicos de seus primórdios

Integrantes do Sepultura no palco do Rock in Rio durante show exclusivo da fase Derrick Green
Imagem: G1 Pop & Arte

O grupo brasileiro realizou uma apresentação diferenciada no festival, só com músicas da fase de Derrick Green, seu vocalista desde 1998.

No palco principal do Rock in Rio, neste sábado, o Sepultura realizou uma performance singular que chamou a atenção dos fãs. A banda decidiu tocar apenas faixas da era Derrick Green, seu vocalista desde 1998, deixando de lado dezenas de clássicos que marcaram seus primeiros anos, como "Roots Bloody Roots" e "Arise". Segundo relatos de funcionários e fãs presentes, a ideia foi divulgar um momento especial, exclusivo, como uma forma de celebrar a fase mais recente da banda e evitar que a história do grupo fosse apagada ou dividida de forma brusca.

A iniciativa, descrita por Andreas Kisser, guitarrista da banda, como uma apresentação preferida pelos fãs, veio após quase três anos de turnê de despedida com o show "Celebrating Life Through Death". De acordo com o músico, essa apresentação foi pensada para não prejudicar a trajetória do grupo, que decidiu encerrar suas atividades de forma planejada. Ainda assim, o show não revelou o repertório tradicional que consagrou o Sepultura mundialmente, ficaram de fora hits como "Roots Bloody Roots" e "Ratamahatta", presentes na última turnê, mas a resposta do público foi calorosa, com gritos, pulos e sinalizadores.

O setlist incluiu faixas de álbuns como "Against" (1998), "Nation" (2001), "Roorback" (2002), "Machine Messiah" (2017) e o EP de despedida "The Cloud of Unknowing" (2025), apresentado na íntegra. Ainda, o grupo estreou a faixa "Sacred Books" nos palcos, além de tocar músicas como "What I Do!", que abriu a apresentação, "Choke" e "Means to an End". O entusiasmo no palco também chamou atenção, especialmente do jovem baterista americano Greyson Nekrutman, de 24 anos, que demonstrou muita energia ao participar dessa fase final da banda. Andreas afirmou que a turnê atual é "talvez a melhor" e que a banda está vivendo um momento melhor do que esperava, reforçando, contudo, que o encerramento da carreira do grupo continua confirmado.

O histórico do Sepultura com o festival é marcante, sendo a banda que mais vezes se apresentou no Rock in Rio, empatada com Xutos & Pontapés, ambas com 12 aparições. A diferença é que, contando apenas como atração musical, o grupo brasileiro só perde para Ivete Sangalo, com 20 shows. Ainda assim, a banda segue na reta final de sua trajetória, com algumas turnês na América Latina e o último show marcado para 7 de novembro, em São Paulo, segundo informações ainda não confirmadas oficialmente pela banda ou outras fontes. A apresentação no Rock in Rio, portanto, reforça sua importância histórica no cenário musical brasileiro e mundial, embora para os fãs essa realmente possa ser a última oportunidade de ver a formação atual ao vivo.

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O que sabemos?

  • O show foi exclusivo e focado na era Derrick Green (a partir de 1998).
  • A banda deixou de lado hits clássicos como "Roots Bloody Roots" e "Arise".
  • Faixas do último EP "The Cloud of Unknowing" (2025) foram apresentadas na íntegra.
  • A apresentação ocorreu no sábado, no Palco Mundo do Rock in Rio.
  • O último show do grupo está marcado para 7 de novembro em São Paulo.

Fontes

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