Irmãs do Pará inovam no cultivo sustentável da pimenta-do-reino usando árvores vivas
Projeto Um Brasil de Árvores destaca método que integra produção agrícola à preservação ambiental na Amazônia
Thainara e Thayse, fundadoras da startup DINAM, utilizam árvores como tutores vivos para pimenteiras, promovendo um cultivo sustentável de pimenta-do-reino que contribui para o ambiente e fortalece a economia local.
Na Amazônia, a relação entre o homem e as árvores ganha uma nova dimensão que vai além da paisagem e da memória, e chega ao campo da produção agrícola sustentável. As irmãs Thainara e Thayse, do Pará, encontraram uma forma inovadora de cultivar pimenta-do-reino, uma planta trepadeira que necessita de suporte para crescer. Em vez do método tradicional, que utiliza madeira cortada para amparo, as duas apostam em um sistema que utiliza árvores vivas como tutores. Essa técnica é o principal diferencial da startup DINAM (Diamante Negro da Amazônia), fundada por elas e que já conquistou reconhecimento nacional ao liderar o mercado local de pimenta-do-reino sustentável.
Segundo informações do projeto Um Brasil de Árvores, uma parceria entre a Vale e a Rede Globo que apresenta histórias ligadas à natureza, as árvores utilizadas servem para sustentar o desenvolvimento das pimenteiras, além de colaborarem na fixação de nitrogênio no solo, um processo essencial para a fertilidade natural e que beneficia não só as plantas cultivadas, mas também o ecossistema ao redor. Outro impacto positivo dessa prática é a captura de carbono, ajudando na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
O cultivo com tutor vivo permite que as árvores permaneçam preservadas e ativas, diferentemente do uso da madeira cortada, que compromete a natureza local. "Essa forma de plantar garante que as árvores não sejam degradadas, contribuindo para o equilíbrio do ambiente", explicam as próprias irmãs. Dessa maneira, o processo produtivo e a conservação ambiental caminham lado a lado, uma estratégia importante para uma região tão sensível quanto a Amazônia.
Além da pimenta-do-reino, Thainara e Thayse também valorizam a castanheira, árvore nativa e símbolo da região amazônica, conhecida pela produção das castanhas-do-pará. A escolha por essa cultura reforça os vínculos afetivos e culturais com a Amazônia, destacando como as árvores podem marcar a história e o cotidiano das pessoas, seja na agricultura, no quintal de casa ou na memória familiar.
Por enquanto, as informações sobre essa inovação vêm do projeto Um Brasil de Árvores e ainda não foram confirmadas por outras fontes oficiais. No entanto, a experiência das irmãs não só apresenta uma técnica agrícola promissora, mas também aponta para caminhos sustentáveis que conciliam produção e preservação, em um momento em que a Amazônia sofre pressões variadas. A iniciativa reforça que é possível unir desenvolvimento econômico local com respeito e cuidado pelo meio ambiente.
O que sabemos?
- Thainara e Thayse são irmãs do Pará e fundadoras da startup DINAM.
- Elas cultivam pimenta-do-reino usando árvores vivas como tutor, técnica sustentável.
- Esse método contribui para a fixação de nitrogênio e captura de carbono no solo.
- Informações divulgadas pelo projeto Um Brasil de Árvores, parceria da Vale e Rede Globo, ainda aguardam confirmação de outras fontes.
Fontes
- gshow fonte especializada




