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Novo filme de Aaron Sorkin volta a explorar controvérsias do Facebook e Mark Zuckerberg

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Lançado em 22 de outubro no Brasil, 'O Outro Lado das Redes' revela os bastidores da investigação sobre a influência da plataforma digital

Cena do filme 'O Outro Lado das Redes' retratando Mark Zuckerberg e uma audiência no Congresso
Imagem: G1 Pop & Arte

O filme retrata a investigação do Wall Street Journal de 2021, baseada em documentos internos fornecidos por Frances Haugen, e apresenta uma visão crítica sobre as ações do Facebook, agora chamado Meta, e seu fundador Mark Zuckerberg.

O renomado roteirista Aaron Sorkin retorna ao tema das redes sociais e seus impactos na sociedade com o filme 'O Outro Lado das Redes', que estreia no Brasil em 22 de outubro. A produção foca na investigação jornalística do Wall Street Journal de 2021, que revelou detalhes internos do Facebook, com base em documentos confidenciais entregues por Frances Haugen, uma denunciante que atualmente é representada na história.

Segundo informações do próprio Sorkin, o filme busca contar uma história de jornalismo, ao contrário do que fez em 'A Rede Social', lançado em 2010, onde tentou entender as motivações do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. Agora, ele apresenta o personagem de Zuckerberg mais como um anti-herói, ao mostrar suas justificativas e, ao final, confrontar as consequências de suas ações. O ator Jeremy Strong interpreta Zuckerberg, que, na narrativa, aparece principalmente defendendo a liberdade de expressão absoluta perante o Congresso americano, sem quaisquer restrições ao conteúdo, inclusive para combater desinformação e discursos de ódio.

De acordo com o diretor, a obra resgata a importância do jornalismo na sociedade, destacando casos de denúncia e investigações que revelam os efeitos nocivos de decisões tomadas por plataformas digitais. Hannah Haugen, a denunciante, é retratada como uma fonte-chave, e o jornalista Jeff Horwitz, interpretado por Jeremy Allen White, revela questões como a existência de estudos internos ignorados pelo Facebook, indicando prejuízos ao público adolescente e procedimentos de modificação de algoritmos que favorecem a difusão de discursos de ódio. O filme também aborda temas delicados, como a ausência de moderação e a crescente influência da plataforma, que culminam na invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021. A produção conclui que o ataque pode ser uma consequência direta das políticas implementadas pelo Facebook, atualmente conhecido como Meta.

Embora o filme não mencione explicitamente Donald Trump, a narrativa evita o debate direto sobre o ex-presidente, optando por focar na relação entre as plataformas e atos de violência. Vale destacar que um escritório de advocacia revisou o roteiro para que nenhuma menção possa gerar processos ou controvérsias legais, segundo informações divulgadas pelo G1 Pop & Arte. Ainda não há confirmações oficiais de todas as cenas ou detalhes, mas a obra promete gerar discussões sobre o papel das grandes tecnológicas e a responsabilidade de seus fundadores perante a sociedade.

Por fim, Sorkin lamenta o que percebe como uma perda na credibilidade dos meios tradicionais de comunicação, enaltecendo o jornalismo independente e criticando a postura de alguns meios que, segundo ele, destruíram a confiança na imprensa. “Gostaria que Hollywood produzisse mais filmes em que jornalistas fossem os heróis”, afirmou em entrevista à AFP, reforçando o papel ético e social da narrativa jornalística retratada na produção.

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O que sabemos?

  • Filme estreia em 22 de outubro no Brasil
  • Baseado na investigação do Wall Street Journal de 2021
  • Documentos internos fornecidos por Frances Haugen
  • A narrativa retrata a defesa de liberdade de expressão de Zuckerberg
  • Termina com o ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021

Fontes

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